Na teoria, a região está pronta para enfrentar as chuvas de verão, previstas para se estender até março de 2012. Cinco prefeituras ouvidas pela reportagem, dizem que investiram em obras ou montaram planos de ação em emergências, com apoio da Defesa Civil, de bombeiros e até de ribeirinhos. Franca gastou R$ 36 milhões em obras. Batatais identificou as áreas mais críticas e espera R$ 5 milhões da União para iniciar as obras antienchentes. As prefeituras de Patrocínio Paulista, Pedregulho e Ibiraci dizem ter realizado intervenções preventivas.
Em Franca, foram investidos R$ 16 milhões só no alargamento e aprofundamento do leito dos córregos Bagres e Cubatão, e na construção da lagoa de contenção no Jardim Santana, na região do Galo Branco. As obras foram entregues no final de 2010, mas devem ter seu teste definitivo neste verão, já que a previsão do Inmet aponta que o volume de chuvas deve ficar próximo da média histórica (veja quadro) e Franca é uma das cidades mais chuvosas do Estado nesta época. Só nos primeiros oito dias deste mês foram registrados 92 mm de chuva.
Além do investimento em obras, houve uma preparação especial dos órgãos de atendimento e assistência em caso de emergência, segundo o tenente do Corpo de Bombeiros, Marcel Filippin. “A corporação colocou em prática a Operação Chuvas Intensas. Passamos também por cursos, treinamentos e estágios em Ribeirão Preto e em São Paulo. Além disso, recebemos a doação de um bote e todo nosso material passou por manutenção preventiva.”
Filippin também é responsável pela coordenação da Defesa Civil no município, que é acionada para amparar as vítimas dos estragos causados pelas chuvas. “Realizamos reuniões com a comissão municipal e já temos o planejamento para o período”, disse.
Em Batatais, foi feito o levantamento completo da área ambiental do município, incluindo estudos de drenagem urbana. A partir dos resultados, foram definidos projetos para as áreas mais críticas. As obras ainda serão realizados. “A principal delas é a abertura do canal do Córrego do Capão, que passa pelas avenidas Oswaldo Scatena e 14 de Março, para melhorar o escoamento da água das chuvas naquela região”, disse o chefe de Gabinete da prefeitura, José Paulo Fernandes.
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OUTRAS
O coordenador de Segurança e Trânsito da Prefeitura de Patrocínio Paulista, Astriel Adriano Silva, disse que o ponto crítico da cidade em época de fortes chuvas é o transbordamento do rio Sapucaizinho. Ele adiantou que o município conta com o auxílio dos ribeirinhos no monitoramento do nível do rio e que existe um plano de ação para o caso de emergências.
A cidade mineira de Ibiraci também não fez investimentos em obras, mas diz estar preparada para as chuvas. “Terminamos, há dois meses, a limpeza das caixas de água pluvial de toda a cidade. Também fizemos manutenção nas estradas rurais, para evitar maiores estragos no período”, explica Namir Alves, chefe de Gabinete da prefeitura.
O engenheiro responsável pelo Departamento de Obras de Pedregulho, Nelson Quintão Barbosa, diz que a drenagem urbana está bem cuidada. “Não temos pontos críticos na cidade, mas, para evitar contratempos, fizemos manutenção em nossas principais estradas rurais, podamos árvores e limpamos bueiros.” Das cinco cidades, apenas Pedregulho e Ibiraci não têm Defesa Civil. Ambas as prefeituras, no entanto, dizem que a implantação do órgão está sendo estudada.
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