Maioria dos compradores possui terras na região


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O público que costuma frenquentar leilões é basicamente formado por homens. A maioria é formada por proprietários de terras de Franca e região.

Luciano de Castro, de 37 anos, está no ramo desde que era um menino. “Aos 12 anos, já acompanhava meu pai nos negócios. Aprendi a reconhecer uma boa oportunidade e hoje sou quem toca tudo.”

Ele frequenta quatro leilões por semana em Franca e nas cidades mineiras. Negocia uma média de 100 cabeças por leilão. “Normalmente, compro gado em Pratápolis e Cássia e depois revendo em Franca. Às vezes, também faço o contrário.” Ele diz que consegue um faturamento de R$ 25 mil por mês.

Rafael Lélis é de Guaíra e cria animais para o abate. Ele vai a leilões em média seis vezes por ano. “Compro o gado que preciso e levo para fazenda para a engorda. Depois que atingem o peso ideal, os vendo para um frigorífico”. Na operação, Rafael diz que lucra em média 25% sobre o valor investido, que ele não revela.

Além dos criadores, nos leilões ainda existem os negociadores profissionais, especialistas em reconhecer uma boa oportunidade de compra para seus clientes. Márcio Roberto Barcelos é um deles. Ele frequenta 12 leilões por mês e negocia em média 100 cabeças por semana. Para ele, o mais difícil neste ramo de negócio é reconhecer a qualidade do gado oferecido nos leilões. “Aqui os animais não são PO (puro de origem). Há muitas misturas de raças, algumas são boas para criar outras nem tanto. Saber diferenciá-las é o segredo.”

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