Conselho de Leitores. O nome é genérico e quer, na verdade, designar o grupo de representantes de leitores do Comércio e revistas do GCN, ouvintes da Difusora e internautas do portal GCN
O universo dos consumidores de informação produzida pelo GCN Comunicação é multifacetado. Há jovens e há idosos, professores e alunos, há gente da periferia e do Centro de Franca, há sapateiros e há industriais, tem padres e tem pastores, cantores profissionais e cantores de banheiro, magistrados e gente simples, milionários e desprovidos, políticos e quem os ama ou detesta, além daqueles que, por todo o mundo, via Intenet, brindam-nos com audiência.
Esse universo desigual, tem pontos de vistas desiguais e, sobremaneira, compreende a informação – a mesma informação que uns e outros leem ao mesmo tempo – de forma desigual. Não podíamos melhorar o exercício do que fazemos se ficássemos apenas com esse livre pensar. A conclusão desaguou na construção de um grupo que representasse, o mais próximo de nós possível, a voz que emana das ruas, o calor com que nossos consumidores se relacionam com a informação que lhes entregamos. Alguns recomendavam a abertura de espaço para um ombusdman, profissional cuja único foco de trabalho seria exercitar a crítica interna aos meios de comunicação do GCN. Queríamos mais. Queríamos, não apenas uma voz, mas várias, das mais diferentes origens. Surgiu a idéia de grupo, de um conselho. Praticamos, mas não sem antes nos convencer sobre duas coisas: era preciso dar voz alta e poderosa à crítica externa e, era preciso ouvir com os ouvidos certos, os de diretores e executivos com poder de decisão imediata, dando prática efetiva, doesse ou não.
A decisão de compor o primeiro grupo aconteceu em 2005. Outros três conselhos estiveram conosco. Seus integrantes – a quem continuamos agradecendo pelos excelentes serviços prestados – deixaram marcas, algumas doloridas, mas, sabemos, totalmente comprometidas com a depuração de nossos processos de produção. Reconhecemos as contribuições e estamos convictos que o padrão de qualidade que os veículos do GCN atingiram nestes 6 últimos anos, tem a ver, também, com esse pessoal.
O quarto grupo encerra seu mandato em 31 de dezembro e estamos empenhados em recompor o time. O processo de inscrição para o quinto Conselho está em pleno andamento e se encerra em 18 de dezembro. Quem tem perfil crítico positivo – deixo claro que não é crítica sem eira nem beira o que estamos buscando – e entende que pode nos ajudar a depurar ainda mais nossos processos de construção de notícias, é bem-vindo. Nosso focado é aquele que também sabe viver em grupo, que gosta de decisões democraticamente debatidas.
A inscrição é simples: basta entrar no portal GCN.net, encontrar o link “Novo Conselho de Leitores – Inscreva-se” e cravar, no formulário, nome e principais informações pessoais. Deve encerrar explicando, em poucas palavras, porque acha que pode integrar o grupo.
Textos laudatórios a nós ou a nosso trabalho não têm chances. Queremos, isto sim, saber porque você se dedicará a um trabalho voluntário de um ano – lendo o Comércio, ouvindo a Difusora, lendo nossas revistas e consumindo o conteúdo do portal GCN.net – sem remuneração. Também, porque se disporia a se sentar com 11 outras pessoas, uma vez a cada dois meses para debater, criticar e, também – por que não? – incentivar o que publicamos no período, com base na assinatura do Comércio e do portal que lhe ofereceremos. Se seu texto tiver respostas adequadas a essas perguntas, você é sério candidato.
Quando escrevi estas linhas, tínhamos 85 inscrições em 6 dias. Passaremos, certamente, das 155 recebidas na ocasião de escolha do conselho anterior. Falta você.
MÁRIO FERRARO
E o menino que gostava de música na infância se fez referencial músico erudito brasileiro. Estive, esta semana, com Mário Ferraro, filho de Mário Ferraro e Zezé, no GCN. Acabava de chegar de Londres, onde, por 4 anos, sob os auspícios do CAPES/MEC, ampliou conhecimentos musicais e emplacou Moonflower, composição clássica que, primeira vez na história, um compositor nacional conseguiu apresentar em seleto reduto erudito de Londres. Mas não foi assim, caído do céu por descuido. Antes de ir a Londres, Mário compôs Brasília, peça com a qual venceu o disputado Concurso Nacional de Composição Camargo Guarnieri e a teve executada e gravada pela Orquestra Sinfônica da Universidade de São Paulo. Honrou-me recordando tempos nos quais, segundo ele, ajudei a apurar seu gosto musical. Bondade sua, Mário. Suas asas são próprias e seu futuro, com certeza absoluta, virtuoso.
‘VIREM-SE’
Há dias tento pagar dívida com o desaparecido (de Franca) Carrefour. Não tenho boleto. Após paciente ligação telefônica com a “central de relacionamento” da empresa, atendente passou-me número quilométrico com o qual, disse, eu conseguiria pagar em banco ou no caixa de uma determinada loja de departamentos. Filas depois, à ‘boca-do-caixa’, respostas iguais: “sem o boleto, nada feito”. Rima rica para (muito) tempo e paciência perdidos. Segunda-via, só pelo site, para o qual tem-se que lembrar de senha da época de concessão do cartão, exatamente o número que ninguém nunca disse que seria o único capaz do “abre-te sésamo” que produziria o tal documento. Uma das atendentes afirmou que eu poderia fazer tudo com facilidade... indo a uma das muitas lojas do Carrefour. Arroxeei e quase disse, de novo, que aqui em Franca não tem mais, (c...). Zé Antônio do Procon, socorro!!!
FASE DAS BRUXAS
Meu texto do sábado passado sobre o basquete de Franca foi lido como eu previa. E não deu em nada... também como eu previa. Diretores do basquete me pararam na rua e disseram que, dia destes, contam-me tudo o que pensam e que sabem. Que seja logo. Daqui a (muito) pouco, não adiantará mais!
Luiz Neto
Jornalista, editor de Opinião do Comércio - luizneto@comerciodafranca.com.br
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.