A morte de Eloísa Cristina Francisco, 14, assassinada ontem pelo namorado, foi mais uma tragédia que se abateu sobre a família dela. Há dois anos e cinco meses, a avó materna e um tio morreram. A morte dela foi suspeita e a dele, violenta.
No dia 3 de julho de 2009, a dona de casa Sebastiana Ferreira Cardoso, 48, foi encontrada morta em sua casa, na Rua Régis Simaro, no Jardim Portinari, mesma rua do crime ocorrido ontem. No dia seguinte, 4 de julho, enquanto o corpo de Sebastiana seguia para ser sepultado, os familiares foram informados de que o filho dela, Antônio Retucci Neto, 29, havia sido encontrado morto.
Era sexta-feira, 3 de julho, quando uma das filhas de Sebastiana a encontrou em casa deitada na cama, com um hematoma no olho direito e as calças abaixadas. A polícia trabalhou inicialmente com suspeita de homicídio, mas o resultado da necropsia apontou que o ferimento no rosto da vítima não seria o causador da morte e não constatou sinais de violência.
O filho dela, Antônio Retucci Neto, que segundo os familiares era usuário de drogas, foi apontado como suspeito. Ele foi morto no sábado, 4. Seu corpo estava em um córrego no Jardim Pinheiros. Ele levou um tiro nas nádegas que transfixou sua perna e atingiu a veia femoral. Antônio sangrou até morrer.
Apesar do resultado da necropsia afastarem a suspeita de homicídio, vizinhos e familiares afirmam que Antônio assassinou a mãe. “As filhas dela conseguiram os laudos que apontaram que a mãe teria sido enforcada. E o olho dela estava roxo porque ele teria dado um soco nela”, disse a vendedora Regina da Silva, 48, que morava ao lado da casa de Sebastiana.
O delegado Márcio Murari foi procurado ontem para dar mais detalhes sobre o caso, mas estava fora de Franca e disse que poderia dar entrevista somente na próxima segunda-feira.
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