‘Ela era boazinha com todo mundo’


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Eloísa Cristina Francisco, 14
Eloísa Cristina Francisco, 14

A tristeza marcou a sexta-feira de adolescentes e estudantes do Jardim Portinari que conviviam com Eloísa Cristina Francisco, 14. No bairro e na escola, todos garantiram que ela era uma garota alegre e simpática. Frequentava uma igreja evangélica e até agosto deste ano cursava a 8ª série na Escola Estadual “Sudário Ferreira”.

“Ela fazia a 8ª e eu fazia a 7ª série. Ela ia para a igreja. Era boazinha com todo mundo. Conversava com todo mundo, tinha muita amizade na escola”, disse a estudante de 14 anos, que foi vizinha de Eloísa. A jovem afirmou que também conhecia a família de Thayron Herivélton Ribeiro, 19.

Um garoto, de 16 anos, que mora em um quarteirão próximo à cena do crime, contou que conhecia Eloísa desde pequena, porém apenas de vista. “Ela ficava um tempo na casa dele, dormia lá. Todo mundo já conhecia o que ele era, que ele mexia com isso (drogas). Ela ficou com ele sabendo o que ele era.”

Uma amiga de infância de Eloísa, de 14 anos, disse que a menina recebeu uma criação rígida da família. “Minha mãe e a mãe dela ficaram grávidas ao mesmo tempo. Éramos bastante amigas. A avó dela não a deixava nem sair do portão. Sempre que nós tínhamos que brincar, íamos para a casa dela.” A estudante também acredita que o relacionamento da garota com Thayron era conturbado. “Ele ameaçava ela de morte. Ela falava que ele não ia ter coragem de fazer isso. Só que (antes do assassinato) ela não estava gostando mais dele, e ele não aceitou.”

 

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