O RESULTADO DE DOIS ANOS DE PRISÃO
Em Atos 27 vemos como Paulo tomou um navio para Roma, no qual havia 276 pessoas (v.37). Como um preso, ele era inferior a todos, mas esse prisioneiro se tornou o rei do navio, reinando por meio da vida divina e todos obedeciam ao que ele falava. Nessa quarta viagem, ele foi com a comissão gloriosa de testemunhar pelo Senhor perante César.
Depois de uma tempestade, o navio encalhou e se despedaçou, e todos os passageiros se salvaram numa ilha chamada Malta (At 28:1). Nesse momento, Paulo novamente experimentou o cuidado amoroso do Senhor: depois de ser picado por uma víbora, quando todos esperavam pela sua morte, ele sobreviveu e isso lhe deu nova, oportunidade de operar maravilhas e pregar o evangelho, até mesmo para o principal homem da ilha (vs.2-10). Os nativos da ilha chegaram a pensar que ele fosse um deus, porém ele era um homem-Deus, alguém com a vida divina que expressava a natureza divina em suas palavras e ações, pois nele habitava o Espírito, a consumação final e máxima do Deus Triúno. Nessa hora Deus lhe restaurou o ministério!
Atos 28:9-10 diz: “À vista deste acontecimento, os demais enfermos da ilha vieram e foram curados, os quais nos distinguiram com muitas, honrarias; e, tendo nós de prosseguir viagem, nos puseram a bordo tudo o que era necessário”. Aleluia! Na quarta viagem de Paulo houve uma mudança total na sua vida, ocasionada pelos dois anos de prisão que passou em Cesária, quando ele por certo se arrependeu cem por certo. Se ele se justificasse: “Que fiz de errado? Por que aconteceu isso? Não fui eu que errei, mas as pessoas é que me fizeram proceder assim. Qual foi o meu erro”?, certamente não teria sido iluminado e não poderia ser salvo dessa maneira.
Portanto, não se trata de estar certo ou errado, mas de seguir a direção do Espírito, pois a autoridade não está em nós, mas no Espírito Santo. Quando entregamos ao Senhor todo o direito sobre nós, não olhamos para o que achamos certo ou errado, e, sim, dizemos sim e amém para o que vier do Senhor, mesmo que o consideremos errado, estará certo.
Nos versículos 11 e 16 vemos que depois de três meses, Paulo e seus companheiros embarcaram e foram para Siracusa, onde ficaram três dias e chegaram a Régio. No dia seguinte partiram e em dois dias chegaram a Putéoli, onde acharam alguns irmãos que lhes rogaram que ficassem com eles sete dias; e foi assim que se dirigiram a Roma. Tendo ali os irmãos ouvido notícias dos apóstolos, foram ao seu encontro até a Praça de Ápio e as Três Vendas. Vendo-os Paulo e dando, por isso, graças a Deus, sentiu-se mais animado. Uma vez em Roma, foi-lhe permitido morar por sua conta, tendo em sua companhia o soldado que o guardava.
Uma vez que Paulo era um com o Senhor e a Sua vontade, todas as coisas cooperaram para o seu bem (cf.Rm 8:28).
Ponto chave: Arrepender-se para ser restaurado
Pergunta: Quando o Senhor restaurou o ministério de Paulo?
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