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OPERAÇÃO - Imagem mostra policiais da Corregedoria da Polícia Militar durante ação na Base da Polícia Rodoviária em Franca, na última quarta-feira
OPERAÇÃO - Imagem mostra policiais da Corregedoria da Polícia Militar durante ação na Base da Polícia Rodoviária em Franca, na última quarta-feira

Os 15 policiais rodoviários detidos pela Corregedoria da Polícia Militar, suspeitos de envolvimento no suposto recebimento de propina, foram soltos no domingo. Apesar da liberação, todos os investigados tiveram que se apresentar novamente na sede da Corregedoria para serem ouvidos. Suas oitivas não foram divulgadas, mas as investigações continuam.

Ontem o comandante do Pelotão de Policiamento Rodoviário de Franca, o tenente Cláudio Ferreira da Silva, informou que não poderia falar sobre o caso que ainda está sendo apurado pela Corregedoria, mas voltou a enfatizar que “toda e qualquer irregularidade vai ser apurada com justiça e com rigor”.

As denúncias apuradas pela Corregedoria da Polícia Militar envolvem 15 policiais rodoviários lotados nas bases de Franca, Brodowski, Pedregulho e Orlândia. São cabos, um sargento e vários soldados que desde quarta-feira passada estão à disposição das investigações. Eles são acusados de fazerem parte de um suposto esquema de recebimento de propina para recolher veículos com irregularidades e os mandarem para o pátio da Sitran, em Ituverava.

A Corregedoria apura a denúncia de que quanto mais veículos fossem apreendidos, mais os policiais lucrariam com a “caixinha” paga pelos guincheiros.

Em nota, o comando da Polícia Militar do Estado de São Paulo, por meio de sua assessoria, mantém o mesmo discurso sobre o caso. “Demais dados serão fornecidos oportunamente, para não atrapalharem as investigações, que estão a cargo da Corregedoria da Polícia Militar do Estado.”

O advogado Bruno de Aguiar não quis gravar entrevistas, mas informou à reportagem do Comércio da Franca, que ainda não teve acesso ao procedimento disciplinar que os policiais estão respondendo. Ele afirmou que todos foram soltos e depois intimados novamente à sede da Corregedoria.

Aguiar ainda não sabe se defenderá a todos. Segundo ele, dos 15 policiais levados pela Corregedoria, oito o procuraram para uma consulta sobre o caso. O advogado iria se reunir com os policiais na noite de ontem e somente depois se manifestaria sobre o caso.
 

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