O Corpo de Bombeiros de Franca tem contado com um reforço e tanto nas últimas semanas. O grupamento agora dispõe de um novo caminhão superequipado, mais ágil, com torre de iluminação para atendimentos noturnos e gerador próprio de energia. O possante, segundo os próprios bombeiros, têm servido como o novo pulmão da corporação em caso de incêndios. Ele dará força para debelar as chamas.
O caminhão é um modelo Ford 1722, modelo 2009, de fabricação nacional, motor quatro tempos, capacidade para quatro mil litros de água, equipado com torre de iluminação de três metros de altura e com ferramentas hidráulicas usadas em resgates. Foi adquirido graças a uma parceria entre o governo do Estado e o município. A adaptação dos equipamentos necessários custou R$ 160 mil.
Acha que ele é pesado por causa de tudo que ele carrega? A resposta é não. “A velocidade máxima permitida na rodovia é de 100, 120 km/h, e o caminhão a alcança. Nós já fizemos testes para comprovar sua agilidade. Ele acelera o atendimento porque em Franca algumas viaturas nossas não entram no Centro, por exemplo, devido ao tamanho e sua largura e essa viatura tem condições de percorrer toda a cidade, inclusive ruas mais estreitas”, disse o sargento bombeiro Luís César Ricordi.
As ocorrências mais frequentes que o novo caminhão atenderá, no entanto, não são incêndios, e sim acidentes de trânsito. O gerador a gasolina modelo TG 2800 CXE, da marca Toyama, é independente do funcionamento do caminhão, sendo exclusivo para a iluminação.
Adaptar o caminhão Ford 1772, modelo 2009, custou R$ 160 mil
“Com a torre de iluminação daria para iluminar muito bem uma quadra de futebol de salão. É uma viatura muito útil, versátil, que contém equipamentos de desencarceração, no caso de vítimas presas a ferragens, e uma bolsa de resgate que dá para fazer um pré-atendimento antes que o resgate chegue”, afirma o sargenro Ricordi.
Para dirigir ou trabalhar em um caminhão assim, o caminho das pedras começa por prestar um concurso para o Corpo de Bombeiros, que é subordinado à Polícia Militar do Estado de São Paulo, com prova de conhecimentos gerais e específicos, seguida de seleção com provas físicas puxadas, testes psicológicos e também com uma investigação social que verifica a índole e conduta do candidato.
O soldado Lucas Rodrigues Cinquini dos Santos é bombeiro há quatro anos e ama sua profissão. “Sempre tive esse sonho, desde criança, de ser bombeiro, para ajudar o próximo. É uma profissão bonita, admirada por familiares e a população”, diz.
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