Propina seria paga por donos de guinchos


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Apenas um dos advogados dos policiais detidos se manifestou sobre o motivo das prisões . O profissional, que pediu para não ser identificado, disse que o grupo é suspeito de receber propina a cada veículo apreendido pela polícia por irregularidades nas rodovias da região e guinchado ao pátio de Ituverava. “Houve denúncia, a Corregedoria passou a investigar o caso e com base em escutas telefônicas teria chegado aos nomes dos 17”, disse o advogado.

Os veículos recolhidos nas rodovias sob jurisdição da Polícia Rodoviária são levados para um pátio em Ituverava, administrado pela Sitran (Sinalização, Gerenciamento e Segurança no Trânsito). O serviço é concedido através de licitação pública.

O esquema de corrupção não envolveria a empresa que administra o pátio. Segundo o advogado, as acusações recaem apenas sobre os policiais e três proprietários de guinchos - um de Ituverava e dois de Franca -, contratados da Sitran para transportar os veículos. Os policiais receberiam um percentual do guincheiro, como uma espécie de “comissão”. Quanto mais longe de Ituverava o veículo fosse apreendido, maior seriam os valores recebidos pelos proprietários dos guinchos e pelos policiais. O cálculo é baseado em uma tabela criada pelo Estado e paga por quilômetro rodado. O valor chega a R$ 7 por km.

Os guincheiros foram ouvidos pela Corregedoria. Os dois de Franca não foram localizados pela reportagem e o de Ituverava disse que iria conversar com um advogado antes de falar ao Comércio, mas não retornou a ligação.

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