Neste ano, até setembro, foram atendidas na rede pública de Franca 1.030 gestantes com idade entre 15 e 24 anos. O número aumentou 19,5% nos últimos anos, de acordo com levantamento da Secretaria. Em todo o ano passado, foram 1.234 gestantes; em 2009, 1.087; em 2008, 975; e em 2007, 862 gestantes. “Nessa faixa etária estamos vendo um aumento no número de mulheres grávidas atendidas pela rede pública, muito em função do crescimento populacional proporcional”, diz o secretário municipal da Saúde, Alexandre Ferreira.
Teresinha Aparecida Reche, diretora da EE Evaristo Fabrício - escola com mais de 1.400 alunos e uma das pioneiras a participar do projeto de prevenção -, destaca resultados positivos das campanhas. “Há três anos havia uma incidência de cinco grávidas por período (manhã, tarde e noite). Atualmente temos de duas a três gestantes por período. É uma conquista.”
Segundo Reche, a distribuição das camisinhas é orientada pela coordenadora pedagógica. “Os preservativos ficam à disposição dos alunos na sala da inspetoria. Eles têm o hábito, principalmente no fim da semana, de buscar com discrição e isto mostra que a vida sexual para eles está sendo algo natural”, diz, afirmando que até agora nenhuma família impôs restrição ao projeto. “Queremos alertá-los para que, se forem praticar sexo, que usem camisinha”.
Já Paulo César de Barros, coordenador pedagógico do COC Franca Monteiro Lobato, que atua na área de educação há 39 anos, afirma que, apesar de toda modernidade, o sexo ainda é um tabu. “O aluno ainda fica receoso em falar sobre esse assunto. Acredito que a distribuição de camisinha deve ser encarada com certo cuidado: nem a permissividade absoluta nem tão pouco a hipocrisia”, diz o coordenador.
Barros não acredita que a distribuição de camisinhas incentive as relações sexuais.
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