Carro que matou idosa estava a 90 km/h, diz USP


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LIMITE - Placa no local onde aconteceu acidente mostra que a velocidade máxima permitida na via é de 30 km/h
LIMITE - Placa no local onde aconteceu acidente mostra que a velocidade máxima permitida na via é de 30 km/h

O Núcleo de Segurança de Trânsito da USP (Universidade de São Paulo) analisou o vídeo que mostra o exato momento em que a dona de casa Maria de Lourdes Martins Lopes, de 75 anos, é atropelada e morta pelo carro dirigido pelo comerciante LPGA, de 44 anos. Segundo os engenheiros e físicos que fazem parte do núcleo, a velocidade do carro ao atingir o corpo da idosa era de, no mínimo, 90 km/h, três vezes maior que o limite permitido para o local.

Maria de Lourdes foi atropelada na manhã do dia 9 de novembro quando voltava da loja onde comprou o vestido que usaria no casamento de sua neta. O acidente aconteceu na Rua Francisco Marques, na altura do número 776, na Vila Nova. Ela foi socorrida pelo Corpo de Bombeiros e levada para a Santa Casa de Franca, onde não resistiu aos ferimentos e morreu um dia depois.

A câmera de segurança de uma casa lotérica localizada no trecho onde houve o atropelamento filmou todo o acidente. A pedido do 'Comércio da Franca', o núcleo estudou as imagens e calculou a provável velocidade do veículo na hora do impacto. “Não é uma perícia porque não fizemos a medição das distâncias do local, mas usando recursos de informática foi possível calcular a velocidade aproximada do veículo”, disse Coca Ferraz, coordenador do Núcleo.

Segundo o levantamento, o Fiat Strada dirigido pelo comerciante LPGA estava a 117 km/h. “Como não houve medições exatas, a margem de erro é alta, de 20%. Mas posso afirmar com absoluta certeza de que a velocidade era de, no mínimo, 90 km/h.”

O delegado João Tostes Garcia, responsável pelo inquérito que investiga o acidente, disse que o vídeo já foi encaminhado para a perícia técnica. “Também pedimos a perícia do carro envolvido. Agora estamos esperando os laudos técnicos chegarem para intimarmos o atropelante para depor.” A previsão é de que os exames sejam concluídos em 30 dias.

Ontem o 'Comércio' tentou ouvir a versão do comerciante LPGA para o acidente, mas não teve sucesso. No telefone de sua casa, uma mulher que disse ser a empregada da casa informou que ele havia saído e que deveria estar em seu emprego. No emprego, por sua vez, disseram que ele já havia saído e ido para casa. A reportagem esteve na casa de LPGA, onde uma mulher que se identificou apenas como Ana disse que o comerciante não estava e não tinha hora para voltar. Sobre o caso, ela disse que ele já esclareceu tudo no boletim de ocorrência. No BO, o comerciante diz que a idosa surgiu de repente em sua frente e que não houve tempo para desviar.

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