A implantação de cursos de ensino superior em Franca sempre foi uma conquista árdua, difícil e revestida de inúmeros obstáculos.
Quando houve a instalação da Faculdade de Direito, manifestaram-se contra a OAB de São Paulo, a Faculdade de Direito do Largo de São Francisco e até um deputado cujo nome, se não me falha a memória, era Grilo. A Faculdade passou a funcionar e hoje é um dos melhores cursos jurídicos do Brasil.
Se não fosse a atuação eficiente e decidida do Corrêa Neves, não teríamos a Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Franca, a UNESP atual. Um ilustre professor francano chegou a dizer, numa das emissoras locais, que a nossa cidade não tinha condições culturais de receber uma instituição de nível superior como a Faculdade de Filosofia.
Portanto, prezado leitor, a oposição fazia-se sentir tanto fora como dentro da nossa cidade. Apesar dos derrotistas, a UNESP vingou e se tornou uma instituição superior reconhecida pela qualidade do seu ensino e da sua produção científica.
A Faculdade de Medicina da UNIFRAN veio já com um certo atraso. Foram 7 longos anos de luta contra as inúmeras barreiras que se interpunham à sua implantação e funcionamento. Porém, veio. Veio apesar dos protestos do CREMESP, da má vontade do Ministro da Educação e de sua assessoria e das manifestações pessimistas de alguns moradores de nossa cidade.
Em janeiro serão realizados os vestibulares e daí para frente a Faculdade de Medicina começará a funcionar plenamente. Esperamos que esta nova Faculdade, tal como a de Direito e a UNESP, desenvolva-se e se transforme num grande centro de estudos e de irradiação cultural através de suas pesquisas médicas e da formação cuidadosa e esmerada de seus profissionais. Assim, só assim, a Faculdade de Medicina justificará a sua existência e fará calar os protestos precipitados, a má vontade de certas autoridades e o derrotismo de alguns concidadãOS.
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