A cultura hip hop estaciona em Franca em forma de competição neste final de semana. A sexta edição do festival Batalha no Topo, que acontece no Instituto Práxis (Rua Diogo Feijó, 1956) nos dias 26 e 27 de novembro, traz ao município DJ’s, bandas de rap, dançarinos de breaking (dança de rua característica do movimento cultural) e artistas grafiteiros, que nos dois dias de evento intercalarão performances, exibição de filmes, palestra e workshop sobre o hip hop e seus elementos.
De acordo com Carlos Eduardo da Silva, um dos organizadores do evento, a primeira edição do Batalha no Topo aconteceu em 2006, na Casa do Estudante. A ideia do festival nasceu da vontade de unir as crews (nome dado aos grupos de dançarinos de breaking) de Franca em batalhas (competições de dança) formais. “Queríamos trazer informação à cidade sobre o hip hop em si, e dessa forma também unir as crews e as pessoas que admiram essa cultura”, afirma. Como o município sempre teve vários encontros de breaking, o primeiro festival já atraiu pessoas de cidades da região, como São Joaquim da Barra, Passos, Capetinga, Ribeirão Preto, entre outras.
A segunda edição, em 2007, atraiu mais público que a primeira. A divulgação do Batalha no Topo pela internet expandiu o evento para cidades além da região de Franca. Ano a ano, o evento foi crescendo, e atualmente encaminha os vencedores das competições para seletivas de outros campeonatos - como o Battle of The Year Brazil (campeonato brasileiro de breaking que leva os campeões para o mundial) e o Master Crews (campeonato latinoamericano).
Uma das principais dificuldades para a realização do festival sempre esteve relacionada a parcerias e patrocínio. “Realizamos o Batalha no Topo sem apoio público. A FEAC nunca aprovou nossos projetos. Então, em todas as nossas edições, buscamos o apoio da comunidade. É sempre a comunidade que dá algum tipo de ajuda”, frisa Silva.
A EDIÇÃO 2011
O campeonato de breaking do Batalha no Topo 2011 tem 16 crews inscritas, o que corresponde a cerca de 120 competidores. A crew vencedora terá uma vaga garantida para o Battle of The Year Brazil, em Campinas. Na competição individual, o b-boy (dançarino de breaking) vencedor participará do Master Crews, em São Paulo. O campeonato de b-girls (mulheres dançarinas) também dará direito ao festival que acontece em Campinas. Todas as premiações serão distribuídas com os valores arrecadados durante o evento (a entrada custa R$ 5).
Além do campeonato de breaking, o Batalha no Topo terá a participação de DJ’s, bandas de rap da região de Franca, além de um workshop e uma palestra. O workshop acontece no sábado, com o b-boy Bala Machine (Rio de Janeiro). “Ele virá com o tema Funk Style: como fazer um b-boy dançar com funk. A palestra, que acontecerá no domingo, discutirá histórias de vida e falará de prevenção contra drogas e álcool”, explica Silva.
Em termos de organização, Silva acredita que esta é a melhor edição do festival. O objetivo para os próximos anos é expandir ainda mais o evento. “Estamos buscando uma estrutura maior. Queremos ir para o teatro no ano quem vem. E dos teatros para os ginásios. Nossa ideia é trazer as famílias para o evento, como acontece em todo o mundo nos festivais de hip hop”.
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.