Rebeldia lidera estatísticas com 2.050 atendimentos do Conselho


| Tempo de leitura: 2 min

Os casos de adolescentes e pais ou responsáveis usuários de drogas e álcool aumentaram no Conselho Tutelar, mas as ocorrências de “rebeldia”, que registra atendimentos a adolescentes agressivos e desobedientes, lideram o ranking das estatísticas do órgão. O número de crianças e adolescentes atendidos de janeiro a setembro deste ano pelos conselheiros tutelares já supera o total dos 12 meses do ano passado. Foram 2.050 ocorrências de rebeldia, mais que o dobro de 2010, quando registrou 979.

Para a conselheira tutelar Gláucia Limonti, o envolvimento com álcool e drogas está diretamente relacionado a esse salto. “Quando consome bebidas e drogas, a pessoa fica rebelde, agressiva. Muitas vezes a denúncia começa como rebeldia, porque o adolescente briga em casa e escola, e depois descobrimos que usa entorpecentes.”

A divulgação do trabalho do Conselho pela imprensa é outro ponto que contribui para o aumento dos registros. Na opinião da conselheira, quando as histórias se tornam públicas, as pessoas conhecem o funcionamento e se encorajam a denunciar problemas ao órgão.

Gláucia ainda aponta o desconhecimento das competências dos conselheiros e dificuldades em impor respeito e limite aos filhos como fatores que geram mais atendimentos. Nesta semana, a conselheira estava de plantão e foi acionada pelo telefone celular à noite. Uma mãe ligou pedindo ajuda para controlar a filha porque as duas não paravam de discutir. Para a surpresa de Gláucia, a menina tinha apenas 9 anos. “Pensei que fosse uma adolescente, mas conversei com a criança e pedi para ela obedecer a mãe. É um tipo de caso que registramos como rebeldia. Vemos que os pais buscam ajuda no Conselho para educar os filhos porque estão perdendo as rédeas.”

No ranking, depois de rebeldia, foram mais comuns casos de negligência e envolvimento com drogas. O Conselho atende também vítimas de abuso sexual, prostituição e trabalho infantis.
 

Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários