Um vídeo gravado pelas câmeras de segurança de uma casa lotérica pode mudar os rumos da investigação do atropelamento da dona de casa Maria de Lourdes Martins Lopes, de 75 anos, que aconteceu na manhã do dia 9 de novembro.
A gravação flagra o exato momento em que Maria é atingida pelo Fiat Strada dirigido pelo comerciante LPGA, de 44 anos, na Rua Francisco Marques, quase em frente à Igreja São Judas. Com o impacto, a dona de casa foi jogada para o alto e caiu desacordada no asfalto. Ela foi socorrida pelo resgate do Corpo de Bombeiros, mas não resistiu aos ferimentos e morreu no dia seguinte, na UTI da Santa Casa de Franca.
O vídeo foi obtido por José Pereira dos Santos, genro de Maria. “Ela era muito amiga da dona da casa lotérica em frente ao trecho onde houve o atropelamento. No dia do velório, ela me disse que tinha essa fita mostrando que minha sogra atravessava a rua devagar. Me interessei em ver as imagens e, quando assiste, tomei um susto. O choque entre o carro e minha sogra foi muito violento.”
O delegado João Tostes Garcia, do 2º Distrito Policial, já abriu inquérito para apurar as responsabilidades no atropelamento. Ontem à tarde, ele assistiu ao vídeo obtido pela família da vítima. “As cenas são impressionantes. Vamos anexar a gravação ao inquérito e pedir à perícia que a analise. A ideia é determinar a velocidade exata do carro no momento do atropelamento. Se ficar comprovado que o motorista estava acima do permitido, vou indiciá-lo por homicídio culposo com base no Código de Trânsito Brasileiro.”
Segundo o setor de trânsito da Prefeitura de Franca, a velocidade máxima no trecho onde houve o acidente é de 40 km/h. “Os peritos vão medir o comprimento do trecho e estabelecer com base no vídeo o tempo que o carro levou para percorrer aquele espaço. Com isso, será possível dizer qual a velocidade imprimida”, explicou o delegado.
Garcia já solicitou o laudo da perícia feita no local e prepara os depoimentos das testemunhas para os próximos dias. “Deixaremos para ouvir o atropelante por último.”
O prazo para conclusão do inquérito é de 30 dias, mas pode ser prorrogado se o delegado entender que precisa de mais tempo. “Agora eu dependo dos laudos periciais. Não tenho como dar uma previsão sobre a conclusão dos trabalhos.”
No dia do atropelamento, o comerciante disse aos policiais que atenderam à ocorrência que Maria teria atravessado a rua sem a devida atenção e que, por a vítima ter surgido repentinamente em sua frente, se tornou impossível desviar.
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