De malas prontas


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O colombiano Mauricio Gonzales e a francana Camila Serpa Soares fazem parte de uma ONG de universitários que está presente em 110 países
O colombiano Mauricio Gonzales e a francana Camila Serpa Soares fazem parte de uma ONG de universitários que está presente em 110 países

Quem nunca pensou em passar um tempo longe de casa? Seja cursando uma faculdade que fica a quilômetros da cidade onde foi criado ou trabalhando em uma grande empresa situada em uma metrópole. O sonho de sair do antigo lar existe na grande maioria dos seres humanos, como uma espécie de libertação, o fim de uma era, de um tempo em que você era criado e agora está livre para fazer o que bem quiser e resolver os problemas da vida. Porém, existem aquelas pessoas que não aguentam esperar e radicalizam de vez. Em vez de simplesmente trocar de cidade, mudam de país. Encaram o desafio de viver em um lugar totalmente diferente de tudo o que havia experimentado. Se você já está se perguntado ‘por que eles fazem isso?’ ou ‘como eu faço isso?’, leia atentamente as próximas linhas e, quem sabe, aumente a vontade de sair de casa para experimentar algo realmente novo, pois é exatamente isto que acontece em um intercâmbio.

Mas, o que motiva uma pessoa a sair de casa para viver em um país onde tudo é tão diferente da maneira como você foi criado? No caso do estudante Mauricio Gonzales, 22, foi uma exigência pedagógica. “Estou estudando negócios internacionais e na minha faculdade eu tenho que saber três línguas, que são o espanhol, o inglês (que é obrigatório) e outro idioma que eu mesmo escolho, e escolhi o português”, afirma ele que é colombiano, está há mais de cinco meses em Franca e trabalha como voluntário em uma ONG na cidade.

Camila Serpa Soares, 22, foi para o México em junho deste ano, ficou lá por dois meses e planeja participar de outro em breve, em algum país na África ou Ásia. A experiência profissional obtida em um intercâmbio é o que a motiva. “A gente vai para trabalhar, em alguma ONG, algum projeto ou alguma empresa. É uma grande oportunidade de se desenvolver profissionalmente, e um desafio também pessoal, tanto pela língua quanto pelo simples fato de ter que se dedicar e se esforçar para mostrar resultados para pessoas completamente diferentes das que eu estava acostumada”, disse Camila, que é a presidente da AIESEC em Franca.

A AIESEC é uma organização internacional, sem fins lucrativos, gerida por jovens universitários ou recém-graduados, presente em 110 países. O principal objetivo da organização é desenvolver o potencial de liderança nos jovens a fim de que eles se tornem agentes de mudanças positivas na sociedade. Em Franca, a AIESEC está presente desde 2007, conta atualmente com 80 membros de todas as universidades francanas. Este ano, a organização realizou cerca de 50 intercâmbios. A média de idade das pessoas que topam o desafio é de 18 a 25 anos. A pessoa pode optar em ficar fora do país entre 6 semanas e 3 meses. “Para realizar um intercâmbio pela AIESEC, a pessoa precisa estar matriculada em algum curso universitário, ou ser graduado há, no máximo, dois anos”, afirma Leonardo Sampaio, diretor de comunicação da unidade francana.


COMO FAZER?

Caso você se enquadre nos quesitos descritos no texto ao lado e queira fazer também, a ONG possui um site onde é possível fazer uma pré-inscrição. A partir daí, é paga uma taxa para a organização, que pode chegar a R$ 1.050, e então o interessado é colocado em uma lista. No valor não está incluso os custos de passagem, visto, documentações, seguro saúde e outros. “Eu recomendo muito. Pois a gente aprende muito, se diverte e evolui como pessoa”, comenta o colombiano Mauricio. O trabalho que ele presta na ONG é o que cobre seus gastos na cidade, como alimentação, despesas com a moradia, que divide com outros cinco estudantes brasileiros.

Outra organização que presta um serviço semelhante em Franca é o Rotary Club, porém, somente para jovens com idade entre 14 e 18 anos. O valor cobrado varia dependendo do tempo em que a pessoa interessada planeja ficar fora. Os destinos oferecidos são vários, mas, de acordo com Leonardo Sampaio, os prediletos são os países da América Latina, como Argentina e Chile, e da Europa Oriental, como Croácia e Ucrânia.

Porém, é bom ter algumas precauções caso você esteja planejando preparar suas malas e fazer um intercâmbio. Exames médicos para saber se a sua saúde está em dia é recomendado. Pois, apesar de toda a assistência prestada pelos organizadores, a presença de alguém da família é sempre importante nestes momentos para evitar tragédias, como a que aconteceu com a estudante da Unesp de Franca, a mineira de Ouro Fino, Caroline Gonçalves, 22, que morreu durante seu intercâmbio em Portugal devido a um problema de saúde.

LINKS
http://aiesec.cerebelo.net/index.php
www.rotaryintercambio.com.br

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