Morreu o gráfico José Pires de Lima Filho, aos 81 anos


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José Pires de Lima Filho, 81, foi sepultado ontem, no Cemitério da Saudade
José Pires de Lima Filho, 81, foi sepultado ontem, no Cemitério da Saudade

Morreu às 9h30 de ontem, sábado, dia 19, no Centro de Terapia Intensiva da Santa Casa de Misericórdia de Franca, José Pires de Lima Filho, conhecido e respeitado gráfico de Franca. Esteve internado desde 10 deste mês naquele hospital, passando por variados exames de abdome que o conduziram a uma cirurgia de urgência nos intestinos, na quarta-feira, dia 16. Conduzido ao CTI, José Pires iniciou um difícil período de convalescência, mas, acometido por pneumonia grave, não sobreviveu, também em função da resistência baixa própria da idade.

Era natural de Ibiraci (MG). Veio para Franca, com a família, ainda muito jovem. Aqui, aprendeu o ofício de gráfico e dedicou toda a sua vida à profissão. Chegou à gerência de uma das mais tradicionais gráficas francanas, a Cartográfica Pucci e, em décadas seguintes, com os irmãos Onofre e Paulo Pires, dedicou-se também ao jornalismo gráfico, com passagens pelo Diário da Franca e por este Comércio. Aposentado, abriu, com os irmãos, a Gráfica Pires, na qual atuou por anos.

Foi casado com Darcy Silva Lima (já falecida), com quem teve os filhos Wellington (conhecido ‘Fubá’, também gráfico, casado com Regina; Fátima, falecida; e Everton Lima, diretor artístico da Rádio Difusora AM 1030, do GCN Comunicação, casado com Ruth Pessoni). Posteriormente, casou-se com Ercília, tendo, neste matrimônio, a filha Talita. Dos enlaces dos filhos, José Pires tornou-se avô de Washington, Priscila, Netinho, Cristiane, Juninho, Henrique, Fernanda, Emerson, Thiago, Peterson, Jefferson, Jaqueline, Andresa e Larissa.

Esforçou-se para direcionar os filhos ao mercado de trabalho. Em certa época, batalhou pela colocação de Wellington no radialismo da Difusora. Conseguiu, mas o filho quase radialista se tornou, isto sim, gráfico como o pai. Com Everton, foi diferente. José conseguiu colocá-lo também na Difusora, e o menino só tinha 9 anos. Entrou como aprendiz, tornou-se técnico de som, repórter e, na sequência, um dos principais comunicadores dos microfones francanos, Everton Lima. Em função de coisas do destino, viu, então, dois de seus filhos seguirem-no na profissão jornalística e gráfica.

Nos últimos anos, José Pires tornou-se caseiro, dedicado a seus amigos do bairro Leporace, onde residiu por muitos e muitos anos e à paixão pelo futebol da Francana e do São Paulo. Não perdia jogos da Veterana e, dentre os torcedores, podia-se encontrá-lo com certa facilidade, porque se trajava, na maioria das ocasiões, com a camisa do tricolor do Morumbi. Acompanhou, com carinho, a carreira do neto Washington Fubá, um dos melhores meias que a Francana já teve. O filho Everton, resumiu, em poucas palavras, a vida dedicada ao trabalho e à família de seu pai: “Cumpriu sua missão”.

Foi velado no São Vicente de Paulo e o sepultamento aconteceu ainda ontem, 16 horas, no Cemitério da Saudade.

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