A Polícia Civil de Franca, por meio da Dise (Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes), tem dado duros golpes nos “bolsos” de traficantes. Nos últimos dias, além de perderem grandes quantidades de drogas que seriam comercializadas, os suspeitos presos também têm ficado sem seus bens materiais que, segundo a polícia, foram adquiridos com a venda de entorpecentes.
No início da semana, bens de luxo de um traficante que agia na região central foram confiscados pela polícia. Lancha, jet ski e veículos - nacionais e importados - pertencentes ao comerciante detido foram apreendidos. Até uma loja de produtos importados, onde a polícia suspeita que o acusado lavava dinheiro do tráfico, foi fechada. No estabelecimento, a Receita Federal fez apreensão dos produtos expostos à venda. A loja está em nome da mulher do acusado de tráfico (leia mais no texto ao lado).
Em apenas três meses, a polícia retirou 15 veículos das mãos dos chamados “chefões do tráfico” em Franca. O valor da frota ainda não foi avaliado. São carros que vão do ano de 2003 a 2011, muitos deles de luxo, como uma caminhonete Hilux, um Golf e dois Honda Civic. Segundo as investigações, eles foram comprados com o dinheiro da venda de entorpecentes. Da frota apreendida, três foram usados no transporte de drogas. “Durante nossas investigações, abordamos suspeitos de tráfico e localizados droga sendo transportada nos veículos. Estes carros serviam para abastecimento de pontos de vendas de drogas na cidade”, afirma o delegado Leopoldo Gomes Novais.
Neste período, a Dise já colocou à disposição da Justiça dois Honda Civic - um deles zero quilômetro -, um Celta, um Astra, um Vectra, um Golf, uma Hilux, uma picape Strada, um Santana Quantum, uma EcoSport, um Fiat Stilo, duas motos de 300 cilindradas e duas Titan. De acordo com o delegado, estes veículos devem ser revertidos em benefícios para a União. “Em todos os casos estamos no final do inquérito policial pedindo ao poder Judiciário a perda destes bens. Logicamente com o parecer favorável dos representantes do Ministério Público”, disse Novais.
Uma das mais recentes ações que culminou com a apreensão de bens adquiridos, segundo a polícia, de maneira ilícita, envolveu o comerciante OS, 35, que mantinha um lava jato supostamente como fachada para a venda de entorpecentes. Durante o flagrante foram encontradas porções de cocaína e material para o preparo da droga que estava em um fundo falso no piso de um cômodo. Segundo a polícia, OS ostentava também materiais de luxo como uma lancha, um jet ski e veículos importados. “Investigamos também que este homem estava executando um possível crime de lavagem de dinheiro. O indício forte de autoria deste crime é que ele convertia o lucro advindo do tráfico em bens lícitos”, disse o delegado.
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