Não, o amor não permite palavras inteiras, claras e acessíveis. Nem sorrisos fáceis, matreiros, jogos psicológicos e racionalizações. O Amor não é coisa para homo qualquer, é preciso ser sapiens, pertencer ao topo da escala volitiva, ereto e não altivo. Ah, o amor se despe. Tira camadas de hipocrisia, de palavras feitas, de egoísmo vaidoso e de milênios de história mal contada.
O Amor se escorre junto aos ponteiros dos segundos do relógio e nunca se perde, é soma de subtração, conhecimento intuitivo protegido pela sombra da mão de Deus.
Amor é escolha, não fatalidade. É condição sine qua non de vir a ser, de tornar-se. Amor é liberdade com as asas atrofiadas pela evolução.
O amor não para, caminha a passos nem sempre firmes e regulares na estreita estrada que o edifica e aperfeiçoa. Qualquer tentativa de não amor resulta em fracasso.
Pobre amor! Mal compreendido, vulgarizado, prostituído, banalizado. Mas inatingível para quem não sabe dele. Então puro e imaculado. É aprendizado, crescimento, evolução e única desculpa para a existência. Todo resto é poeira estelar.
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