‘Não houve negligência’, diz advogado do Hospital Regional


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O advogado que representa o Hospital Regional e que fez a defesa dos médicos, Dalmo Branquinho, disse que já está preparando a apelação para ser apresentada ao Tribunal de Justiça. Pedro Saad Farah e Carla Marchini Dias da Silva, segundo o advogado, não se pronunciarão sobre o caso.

Branquinho negou que os médicos tenham agido com qualquer negligência no atendimento a Priscilla Stefane Gola. “Não houve negligência. Eles fizeram tudo o que estava ao alcance deles para salvar a vida desta menina. Ela foi atendida, foi medicada, mas seu estado de saúde era complicado e ela acabou falecendo.”

Segundo o advogado, os médicos não realizaram o raio-X porque fizeram outros testes que comprovaram que a cateterização estava correta. “O doutor Pedro fez o teste de refluxo, que não acusou nada”, disse.

Sobre a falta de atendimento aos chamados da mãe de Priscilla, o advogado disse que em momento algum a jovem ficou sem monitoramento. “Os médicos e os enfermeiros se revezaram durante toda a madrugada para acompanhar os sinais vitais da paciente. Ela não foi abandonada.”

Dalmo Branquinho disse que a sentença está toda baseada na não realização do exame de raio-X. “O juiz francano considerou que o exame era obrigatório. Mas ele não é. Não existe nenhuma norma que determine ao médico essa obrigação. Foi um entendimento equivocado.”

Ele afirmou também que os dois médicos já responderam a um processo no Cremesp (Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo) e foram inocentados. “O Cremesp, inclusive, mandou o caso para ser julgado em Barretos para que não houvesse favorecimento. E lá, eles consideraram que os médicos agiram de forma correta e que o caso deveria ser arquivado.”

O Cremesp não confirmou a informação. A alegação é que a entidade não comenta casos sob sua investigação.
 

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