Jucélia Arroyo Soares Facco, mãe da jovem Priscilla Stefane Gola, vai recorrer da sentença que condenou os médicos Pedro Saad Farah e Carla Marchini Dias da Silva e pedir o agravamento da pena.
Para ela, os dois deveriam estar presos. “A Justiça os condenou, mas eles estão livres. Vão ter de me pagar R$ 13 mil cada um. Como se isso fosse o que eu preciso. Eu não quero dinheiro. Quero justiça. Eles me tiraram a minha filha. Ela era a minha vida. Hoje não sobrou nada de mim.”
Lembrar da morte da filha caçula ainda é muito dolorido para Jucélia. Ela chora e se emociona a todo instante, principalmente ao relembrar o período em que Priscilla ficou internada. “Eu gritava, eu implorei por ajuda. E ninguém veio em nosso socorro. Eu alertei a médica de que a Priscilla não estava bem. Minha filha não falava, mas eu era a sua voz. A médica não me deu atenção. Disse que sabia o que fazia e me mandou ir para casa.”
Jucélia também deve denunciar o caso ao CFM (Conselho Federal de Medicina) em Brasília. “Estou com toda papelada separada e já contratei uma advogada. Não sossego enquanto eles não forem punidos.”
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