Marco Garcia e Graciela Ambrósio se atacam por causa de reforma


| Tempo de leitura: 2 min
DISCUSSÃO - Os vereadores Marco Garcia e Graciela Ambrósio (de costas) bateram boca no plenário
DISCUSSÃO - Os vereadores Marco Garcia e Graciela Ambrósio (de costas) bateram boca no plenário

A Câmara se reuniu ontem apenas para discutir a sua reforma administrativa. O projeto já havia sido levado a plenário duas vezes e adiado em ambas. Mais uma vez, os vereadores não conseguiram resolver a questão interna. Pelo contrário. As discussões se acirraram e terminaram em bate-boca entre o presidente Marco Garcia (PPS) e Graciela Ambrósio (PP). Ao final, após a reunião ser suspensa por quase duas horas, a proposta foi adiada por dez sessões. Só voltará a ser votada em março de 2012.

A reforma é uma iniciativa de Garcia. O projeto, elaborado pelo Ibam (Instituto Brasileiro de Administração Municipal) por R$ 70 mil, prevê a contratação de novos funcionários, plano de carreira, pagamento de gratificações, implantação de vale alimentação e licença remunerada de até dois anos, sem prejuízo aos salários, para a realização de cursos.

O presidente defende a reforma com o argumento de que ela é necessária para valorizar os servidores e garantir a administração da Câmara. Graciela é contra por entender que a proposta concede privilégios fora da realidade aos funcionários. A vereadora foi à tribuna defender a rejeição. “O projeto é mirabolante, uma aberração. Ele cria promoções que elevam os salários para até R$ 25 mil e permite licença remunerada de até dois anos. O instituto que fez a proposta foi contratado sem licitação nem pesquisa de preço.”

As declarações da vereadora irritaram Marco Garcia. Ele afirmou que o requerimento autorizando a realização dos estudos teve aprovação unânime dos vereadores, inclusive, dela. “A senhora precisa aprender a ler antes de votar. Temos de assumir aquilo que fazemos, independentemente de ser homem ou mulher. A mentira dura enquanto a verdade não aparece.” Graciela negou ter autorizado a contratação do estudo. “O senhor precisa arcar com as consequências de seus atos e não querer dividir a responsabilidade com os vereadores.” O bate-boca tomou conta do plenário e extrapolou os limites da política. “Isto aqui não é delegacia”, chegou a dizer Marco, se referindo ao local de trabalho de Graciela. “Aqui não é sua casa”, devolveu ela.

A turma do “deixa disso” entrou em cena e acalmou os ânimos ao propor o adiamento da reforma para o ano que vem. Ficou decidido que será montado um grupo de trabalho, formado por vereadores de todos os partidos, para estudar o projeto.

Em seguida, a Câmara aprovou projeto da Prefeitura que cria 60 cargos para a manutenção do Samu.

Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários