História de colecionador


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Crianças falam sobre o que gostam de colecionar e explicam como guardam suas preciosidades
Crianças falam sobre o que gostam de colecionar e explicam como guardam suas preciosidades

O escritor Monteiro Lobato, ao longo de sua vida, escreveu muitos textos para jornais e começou a guardar as matérias que publicava como lembrança. Na época, quem olhasse para o monte de papel que o criador da Emília colecionava, poderia não achar tanta graça na coleção, mas, para ele, aquela coletânea de páginas de jornais antigos era um verdadeiro tesouro. Assim como Lobato, muitas crianças têm sua própria coleção. Há quem guarde bonés, pulseirinhas, gibis e cuide de tudo com muito carinho.

Hoje, o Clubinho do Comércio mostra coleções de seis crianças. Veja como esses jovens colecionistas, que juntam de bonecas até pontas de lápis, conseguem cuidar de suas preciosidades e aproveite para pensar em guardar as suas também.
 

Bryan dos Reis da Silva, 11, coleciona pontas de lápis desde o ano passado, quando combinou com dois amigos da escola de juntar pontinhas coloridas na reserva do apontador. Desde então, a quantidade delas só aumentou e, como o lugar onde estavam ficou cheio, o menino teve de conseguir um vidrinho para colocar sua coleção. Lotado de pontas de várias cores, o vidro já não tem mais espaço para nenhum pedaçinho de grafite e Bryan está a procura de outro lugar para guardar as pontas novas que estão aparecendo ‘Já tenho várias no meu estojo’, revela. Seu irmão Bruno Caetano dos Reis da Silva,8, está tão acostumado com sua mania de procurar pontas, que sempre que encontra uma vai correndo entregar a Bryan. Bruno colecionava palitinhos de fósforo e entende a importância de um simples item para um colecionador; por isso, nunca deixa de ajudar o irmão.

Giulliano Marques dos Santos Junior, 6, junta figurinhas desde os 3 anos de idade. Adora enfeitar seu caderno com elas e ainda guarda um montinho, com todo cuidado para ninguém estragar. O menino também fica muito satisfeito quando consegue completar álbuns e, ultimamente, tem se empenhado para completar dois. Quando compra figurinhas repetidas joga com a mãe e com os primos e se diverte bastante com seu tesouro. As primeiras figurinhas vieram junto com um pacote de bolacha que a mãe comprava. Depois que descobriu que os biscoitos vinham com os adesivos, Giulliano queria bolacha todos os dias. Iniciada a paixão por figurinhas, o menino não parou mais de colecionar.

As irmãs Marcela de Paula Ávila, 9, e Julia de Paula Ávila,11, cuidam de uma coleção de bonecas, com cerca de 40 Barbies e Susis de diferentes estilos. Julia tinha 4 anos de idade quando ganhou a primeira Barbie de seu pai. Ficou tão encantada com o presente que passou a pedir sempre uma nova. Assim, o número de bonecas só aumentava. Depois um tempo, sua irmã mais nova, Marcela, resolveu ajudar Julia na coleção, se tornando dona dos brinquedos também. Hoje, cheias de bonecas, as ‘sócias’ adoram brincar juntas, embora algumas vezes briguem quando Marcela troca as roupinhas das Barbies ‘Não gosto que mudem as roupas, as bonecas ficam feias’, reclama Julia, enquanto Marcela discorda da irmã.

Brenda Carolina Brunetta dos Anjos, 11, guarda uma pasta repleta de folhas de caderno dos mais diversos tipos. Sua coleção conta com papéis cujas estampas vão de florzinhas cor-de-rosa até menininhas delicadas. Brenda guardou a primeira no início deste ano e começou a pedir folhas diferentes para suas amigas. Hoje, sempre que vê um caderno bonito, quer logo saber como são as folhas dele e procura conseguir pelo menos uma para integrar à sua coleção. Quando ganha uma folha repetida, busca alguém que tenha uma nova para trocar e, assim, consegue ampliar sua pasta. Brenda não costuma escrever nas folhas e não se desfaz delas por nada. Entretanto, confessa que, caso tenha um trabalho de escola muito especial, que precise ser feito em uma folha especial, ela é capaz de sacrificar sua coleção por uma folhinha diferente ‘E o bom é que eu terei muitas opções’, brinca.

A irmã de Brenda, Ana Flávia Brunetta dos Anjos, 7, tem uma coleção bastante inusitada. Ela guarda carrinhos quebrados. Acostumada a brincar de casinha, ganhou um carrinho quebrado do primo e começou a brincar de carrinho também. Com o tempo, viu o quanto era legal brincar de carrinho e descobriu que muitos brinquedos que estragam ainda podem render momentos de diversão. A partir daí, sempre que encontra um carrinho quebrado na rua, leva para casa. Ana já tem mais de 20 peças e algumas até usa para enfeitar a estante da sala. Cuidadosa com seu tesouro, tem muito ciúme de sua coleção e não deixa ninguém bagunçar nada.

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