O atual presidente Marco Garcia falou sobre as eleições internas, admitiu que a postura polêmica poderá prejudicá-lo, mas disse contar com a lealdade dos vereadores do PSB, que sinalizam apoio a Vanderlei Tristão, para ficar mais um ano na presidência da Câmara.
Comércio - Por qual motivo o senhor tentará a reeleição?
Marco Garcia - Em 2008 e 2009, eu pretendia me candidatar, mas o então presidente Joaquim Ribeiro (PSB) pediu para eu abrir mão, pois ele queria entregar a nova sede da Câmara. Concordei e votei nele. Fui eleito no ano passado e tinha duas metas: concluir a revisão da Lei Orgânica, o que foi feito, e fazer a reforma administrativa, que não deu para sair. Pretendo continuar na presidência para concluir este projeto. Assim como fui leal ao PSB, espero que o partido seja leal comigo e me dê os três votos da bancada.
Comércio - Dois antigos companheiros de partido, Laércinho e Oscar Mércuri, devem ficar impedidos de votar no senhor em função do voto de bancada decidido pelo diretório do PP. Como analisa esta situação?
Marco Garcia - Se é voto de bancada e os dois quiserem votar em mim, a Graciela, na verdade, terá de acompanhá-los, pois ela é minoria. O diretório não vota. Lá no plenário, quem vota é o vereador. Espero que o Laércinho e o Oscar votem em mim. Como o Joaquim prometeu votar em mim, também espero receber os votos da bancada do PSB. Posso ser polêmico e falar aquilo que penso, mas tenho lealdade. Minha palavra, quando empenhada, é cumprida. Espero que os homens que me deram a palavra confirmem no dia da eleição.
Comércio - O seu mandato foi marcado por polêmicas e críticas aos vereadores. A postura explosiva não pode prejudicá-lo na tentativa de reeleição?
Marco Garcia - Acredito que não. Têm certas coisas que não consigo ouvir e ficar calado. Os vereadores do PT foram os que mais lutaram pelo aumento de salário e voltaram atrás por causa da repercussão negativa. Até posso ser prejudicado, mas não volto atrás.
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