Mais de cem membros de uma mesma família estiveram reunidos na manhã de sábado, em uma fazenda na Rodovia Felipe Calixto (que liga Franca a Ribeirão Corrente), para a abertura da 12ª FaleiFest. A festa é um encontro anual da família Faleiros de Patrocínio Paulista, que reúne até quatro gerações de 12 irmãos, nove deles vivos.
O evento, que também agrega os cônjuges e namorados, segue até terça-feira e conta com brincadeiras, shows, homenagens e muita comida. Há também dinâmicas e momentos de oração. Na segunda-feira, o bispo diocesano Dom Pedro Luiz Stringhini celebrará uma missa no local. A abertura sábado também foi com uma celebração realizada por padres da diocese.
Para que a festança aconteça, as famílias pagam durante o ano uma mensalidade para arcar com as despesas. Os Faleiros se correspondem por meio de um boletim bimestral, onde informam aniversários, formaturas e outras datas comemorativas e mandam recados. Ao todo são 70 famílias de diferentes localidades (Belo Horizonte, Ribeirão Preto, São Paulo, Palmeiras de Goiás, Franca e Patrocínio Paulista) que desde 2000 fazem questão de estarem juntas em um feriado prolongado do ano. O evento deste ano ficou orçado em R$ 20 mil.
A ideia de reunir a família partiu de Wilson Donizeti Faleiros, um dos netos dos patriarcas Cândido e Inocência, ao perceber a desunião dos tios e a falta de contato entre os primos. “Com a morte dos meus avós, a família só se encontrava em momentos ruins. Todos passaram a se distanciar e eu passei a sentir falta da época em que reuníamos com o vô Candinho e a vó Inocência. Então pensei em fazer uma festa para novamente reunir a família. Fizemos a primeira e não parou mais.”
Nesses 12 anos, a FaleiFest ganhou hino, brasão, camisetas (uma para cada ano), banners, pratos e até livro de registro. Para os que passam a fazer parte da família, em especial os agregados, há também um “batizado” na primeira vez que participam do encontro. O frentista Thiago Soares de Souza, 26, que namora há dois anos e meio Rainy Faleiros, não escapará da brincadeira neste ano. “Ela já me falou do batizado, ainda não sei do que se trata, mas é bom para criar uma proximidade. Quando a gente chega pela primeira vez, fica meio tímido.”
Com tantos parentes juntos, a festa parece um acampamento. Na impossibilidade de acomodar todos dentro de casa, as famílias montam barracas no gramado e participam de uma gincana no intuito de estreitar ainda mais a convivência. Na programação desta edição (sim, a festa também tem uma programação), estão agendados ainda uma caça ao tesouro, sorteio de brindes e uma tarde de carnaval.
“Tenho muito orgulho da minha família. Ela é única e só conheço todos por causa da festa”, disse Lívia Faleiros, 17, que já manifestou o desejo de manter a tradição.
Segundo Tarcísio Natal Faleiros, que faz parte da comissão organizadora, ter toda a família reunida ao menos uma vez no ano é muito gratificante. “Preparamos durante um ano inteiro a edição seguinte e todos se esforçam para estar presentes. A primeira foi no dia de Nossa Senhora Aparecida e ela tem nos abençoado até hoje.”
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