Paraguai tentou atrair indústrias francanas


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PRECÁRIO - Trabalhadores em fábrica de calçados paraguaia: mão de obra pouco qualificada e serviço artesanal caracterizam setor
PRECÁRIO - Trabalhadores em fábrica de calçados paraguaia: mão de obra pouco qualificada e serviço artesanal caracterizam setor

Industriais calçadistas de Franca já foram convidados pelo governo paraguaio para levar suas fábricas ou filiais para aquele país. A informação é do presidente do SindiFranca (Sindicato das Indústria de Calçados de Franca), José Carlos Brigagão.

Segundo ele, logo que o atual presidente paraguaio, Fernando Lugo, assumiu o cargo, participou de uma reunião na sede da Fiesp (Federação da Indústria do Estado de São Paulo). “Na ocasião, ele [Lugo] apresentou um plano com uma série de vantagens para as indústrias que decidissem se transferir para o Paraguai. Entre elas, isenção de impostos”, contou Brigagão.

À época, os calçadistas francanos chegaram a estudar a hipótese, mas concluíram que não seria vantajoso. “Percebemos, como o Comércio mesmo publicou, que as condições de produção no Paraguai não são boas. Não há mão de obra nem matéria prima. Para nós, não compensava a mudança.”

Sobre a triangulação chinesa, o presidente do SindiFranca disse que a situação é preocupante. “Se nada for feito, não vejo futuro para a indústria calçadista francana. O governo precisa agir e rápido para proteger quem gera emprego neste país.”

José Carlos se comprometeu a colaborar com a Abicalçados no que for preciso para fundamentar o pedido de investigação ao governo brasileiro. “O momento agora é de união. Temos que lutar juntos para sobreviver porque no que diz respeito ao apoio do governo federal estamos órfãos.”

Ele elogiou a iniciativa dos deputados federais de regulamentar a fiscalização dos certificados de origem. “É um bom começo para fecharmos o cerco contra essa prática ilegal da China. Devemos esperar pela aprovação.”

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