Industriais de Franca cobram ações do governo brasileiro


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REVOLTA -Téti Brigagão, diretor da Sândalo Calçados: “É um processo mafioso o que os industriais chineses estão fazendo”
REVOLTA -Téti Brigagão, diretor da Sândalo Calçados: “É um processo mafioso o que os industriais chineses estão fazendo”

Os empresários francanos cobraram providências por parte do governo brasileiro em relação aos milhares de calçados chineses que ingressam no Brasil, em especial no Estado de São Paulo, vindos de maneira fraudulenta do Paraguai como se tivessem sido fabricados no país vizinho.

Téti Brigagão, diretor da Sândalo Calçados, disse que é necessária uma medida imediata do governo para barrar essa invasão ilegal. “É um processo mafioso o que os industriais chineses estão fazendo. A China e sua completa falta de obediência a regras são um problema emergencial. Não dá mais para ficarmos apenas assistindo. Precisamos reagir.”

Para Téti, são os calçados chilenos que fazem concorrência direta com os produzidos em Franca. “É uma ilusão achar que a China não representa uma ameaça. Foi o tempo que eles só produziam calçados sintéticos e sem qualidade. Claro que ainda não alcançaram o nível das melhores fábricas de Franca, mas isso deve acontecer num futuro não muito distante.”

Valter Cintra, da Calçados Rafarillo, tem a mesma opinião. Para ele, hoje não há como concorrer com o preço oferecido pelos chineses. “Li a denúncia do jornal e fiquei assustado. É muito importante que as autoridades tomem alguma atitude a respeito. Temos 90% da nossa produção voltado para o mercado interno e está cada diz mais difícil vencer a concorrência”, disse.

Thales Vieira Leal, da D’Milton Calçados, disse que não é apenas no mercado interno que os chineses atrapalham a comercialização dos calçados fabricados em Franca. “Eles também estão dominando nossos clientes no exterior. Nos últimos cinco, seis anos, perdemos 90% dos nossos contratos de exportação para os chineses. Tudo em função principalmente do preço. Não há como competir. Por mais que cortemos os custos e os lucros, eles ainda conseguem ser mais baratos”, disse o empresário.

Todos os entrevistados apoiam o pedido de investigação que deve ser apresentado pela Abicalçados ao governo brasileiro. “Nossa luta agora é pela união dos empresários para cobrar uma resposta por parte do Ministério o mais rápido possível”, disse o empresário Téti Brigagão.

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