O prefeito Sidnei Rocha (PSDB) sofreu dura derrota na Câmara. O bloco de oposição, reforçado com a bancada do PSB e com o apoio do PTB, rejeitou o projeto que autorizava a Prefeitura construir o viaduto projetado para a rotatória do Fórum. A pesquisa de opinião pública mostrando que 75,7% dos francanos eram favoráveis à obra não foi suficiente para convencer os vereadores contrários. O resultado desfavorável revela que a ampla maioria que o governo tinha no Legislativo não existe mais. O recado foi dado. De agora em diante, a administração enfrentará dificuldades para aprovar projetos que dependem de 2/3 dos votos.
Para obter autorização para movimentar R$ 6,3 milhões no Orçamento Fiscal do Município e usar os recursos na construção do viaduto, a Prefeitura dependia de dez votos favoráveis. Só conseguiu oito, um a menos do que havia alcançado no mês passado. O endurecimento do PSB, que condicionou o voto favorável à apresentação de estudos alternativos e de impacto de vizinhança, foi decisivo para a derrubada da proposta. “É preciso apresentar uma alternativa”, justificou Paulo Zamikhowsky, líder da bancada.
Jépy Pereira tentou convencer o plenário de que a maioria da população defende a construção do viaduto. “A pesquisa foi feita em todas as regiões da cidade e abrangeu um universo grande de pessoas. Somos representantes do povo e temos de dar voz a ele.”
Os argumentos foram em vão. Mesmo sabendo que não teria os votos necessários para aprovar o projeto, a bancada governista se recusou a aceitar o adiamento e a proposta foi submetida à apreciação do plenário. Faltaram votos e o viaduto foi derrubado. “Foi muita intransigência querer votar à força. A bancada do PSB está correta em solicitar estudos. Se o prefeito insistir em votar sem discutir, ele terá muitas dificuldades para aprovar os projetos”, comentou Vanderlei Tristão (PTB), que votou contra.
Líder do prefeito na Câmara, Jépy Pereira não concorda que faltou habilidade para aprovar o projeto. “O PT deixou claro que sempre votaria contra e o PSB ficaria adiando sucessivas vezes. Não acho que foi uma derrota. Votar contra a opinião do povo é complicado. Agora, cada um que assuma a responsabilidade perante a sociedade.”
A sessão de ontem começou com duas horas de atraso. O transtorno se deu em função da recusa de dois servidores, que operavam o sistema de som, imagem e o painel eletrônico, de continuarem fazendo o serviço pelo qual não foram contratados. Uma produtora de TV particular foi acionada para fazer o serviço de improviso. Mesmo assim, o painel não funcionou e os vereadores tiveram de registrar presença e votar usando o microfone.
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