A maioria das cidades da região não tem projetos e estrutura adequadas para combater o uso de drogas. De seis cidades consultadas, nenhuma tem verba federal ou estadual específica ou levantamento do número de usuários. Os atendimentos e acompanhamentos são feitos por funcionários do SUS, e os encaminhamentos de internações geralmente são feitos para Franca, cidade mais próxima que possui Caps (Centro de Atenção Psicossocial).
Em algumas cidades, o processo de levantamento de viciados está em processo inicial. Em Patrocínio Paulista, os trabalhos começaram este ano. Uma equipe do PSF (Programa Saúde da Família) do Bairro Bandeirantes trabalha fazendo entrevistas com jovens do local. Segundo a secretaria de Saúde, Regina Helena de Freitas Lopes, o Bairro Novo Mundo será o próximo a receber o ‘censo’. Em São José da Bela Vista, um psicólogo e o coordenador da Atenção Básica de Saúde, Sílvio Augusto Balon Garcia, realizam questionários com dependentes químicos. Hoje, 12 moradores são atendidos.
Rifaina e Itirapuã não têm projetos em andamento. A Saúde dos municípios apenas encaminha casos graves para Franca. Em Jeriquara, a secretaria de Saúde promove palestras nas escolas. Desde agosto, cerca de 100 alunos já participaram. Mas, segundo a secretaria Juliana Sarreto Lucinda, o consumo de drogas do município cresce a cada dia. “Como o município é pequeno, acaba não tendo (verbas). Acaba sendo o município, com as próprias pernas, que tem que correr atrás.”
Segundo Hélio Kondo, prefeito de Cristais Paulista, a cidade tem investido em palestras com jovens.
Em Restinga, a Prefeitura implantou o projeto “Esporte para Todos”. Adolescentes usuários de entorpecentes são encaminhados pelo Conselho Tutelar ou pelas escolas e participam de aulas de futebol e vôlei. São investidos R$ 1,7 mil mensais. Porém, para a secretária de Saúde, Carina Torres, não basta só tirar os jovens das ruas. “Precisamos realmente de uma clínica do governo, para poder encaminhar essas pessoas para tratamento.”
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