A Basílica de S. João de Latrão é o mais antigo templo cristão, sendo por isso chamada “Mãe e cabeça de todas as igrejas da Urbe e do Orbe” e símbolo “ de amor e unidade para com a Cátedra de Pedra”. Foi construída pelo imperador Constantino na colina de Latrão, em Roma, quando era papa Melquíades (311-314). Por ocasião da celebração dessa festa, S. Cesário de Arles (século VI) Assim exortava os fiéis:
Queres ver bem limpa a basílica? Não manches tua alma com as nódoas do pecado. Se desejas que a basílica seja luminosa, também Deus quer que tua alma não esteja luminosa, também Deus que tua
Alma não esteja nas trevas, mas que em nós brilhe a luz das boas obras, como disse o Senhor, e seja glorificado aquele que está nos céus. Do mesmo modo como tu entras nesta igreja, assim que Deus entrar em tua alma, conforme prometeu: E habilitarei e andarei entre eles .
B. Isabel da Trindade
1880-”Isabel” quer dizer “casta, pura”
Isabela Trindade, cujo o nome de batismo era Maria Isabel Catez, nasceu em Bourges, França, no dia 18 de julho de 1880. Índole ardente, sensível, apaixonada, sofreu fortemente as influências de S. Teresinha do Menino Jesus. Aos 21 anos, em 1901, entrou para Carmelo de Dijon. Morreu aos 26 anos, após 5 anos de vida religiosa. Devotadíssima da Santíssima Trindade, afirmava que o Amor habita em nós, por isso seu único exercício era mergulhar em seu íntimo e perder-se naqueles que lá se encontrava,: Pai, Filho e Espírito Santo. “A felicidade da minha vida é a intimidade com os hóspedes da minha alma.” Dizia que o amor que sentia era como um oceano no qual mergulhava e se perdia. Deus estava nela e ele em Deus, por isso tinha de amá-lo e deixar-se amar todo o tempo em todas as coisas: “Acordar no Amor; mover-se no Amor; adormecer-se no Amor; a alma; coração no seu Coração; olhos nos seus Olhos.”
Oração
Da Santíssima Trindade
“Ó meu Deus, Trindade que adoro, ajudai-me a esquecer-me inteiramente, para fixar-me em vós, imóvel, tranqüila, como se minha alma já estivesse na eternidade; que nada possa perturbar a minha paz, nem fazer-me sair de vós, ó meu Imutável, mas que cada minuto me faça mergulhar mais na profundidade do vosso mistério. Dai a paz à minha alma; fazei dela o vosso céu, a vossa morada querida, o lugar do vosso repouso. Que eu nunca vos deixe só; mas esteja lá, toda desperta na minha fé, toda em adoração, toda entregue à vosso ação criadora... ó meu Três, meu Tudo, minha Beatitude, Solidão infinita, Imensidade onde eu me perco, entrego-me a vós enquanto espero ir contemplar, à vossa luz, o abismo das vossas grandezas”.
Os Cinco Minutos dos Santos/J. Alves
São Paulo, Editora Ave-Maria.
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