O padre José Afonso Dé, 76, foi procurado durante todo o dia de ontem para falar sobre sua condenação, mas, diferente de outras ocasiões, não foi encontrado em sua casa em bairro da região central de Franca. Apesar dos indícios de que o imóvel continua ocupado (no quintal havia cadeiras usadas nas celebrações feitas pelo sacerdote e uma motocicleta estacionada), a casa estava com portas, janelas e até vitrôs fechados nas três visitas que a reportagem fez ao local na terça-feira. Vizinhos não foram localizados para comentar sobre a movimentação na residência e o possível destino do religioso. Padre Dé passou a morar no local após a divulgação das denúncias em março de 2010.
Na noite de segunda-feira, o Comércio encontrou o padre em sua casa. O repórter foi atendido pelo religioso. Mas, ao saber que o visitante era um jornalista, disse que não poderia falar nada sobre o caso. “Padre tem que guardar segredo e o caso está sob segredo de Justiça.” Antes, padre Dé alegou que não sabia de sua condenação. Ele encerrou a conversa sugerindo que o repórter procurasse seu advogado.
O padre Idair Perina, conhecido como filho adotivo de Padre Dé e que é pároco da Paróquia São Vicente de Paulo, onde Dé trabalhou como vigário, também foi procurado, mas se recusou a falar. Arredio, mandou que procurasse o advogado do padre e bateu a porta do escritório paroquial. “Não tenho nada a falar. A comunidade não precisa expressar seu sentimento.”
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