Além das indústrias genuinamente paraguaias, ainda funcionam no país vizinho fábricas de outras nacionalidades que produzem quase que exclusivamente para exportação, no sistema chamado maquila. No setor calçadista, as duas em funcionamento no Paraguai são de origem brasileira: a Marseg, que produz calçados de segurança, e a Penalty, que fabrica calçados esportivos.
Na Marseg, ligada ao Grupo Bertin, a produção é mecanizada. Segundo dados do jornal “La Nacion”, de Assunção, a empresa emprega direta e indiretamente 700 pessoas. Não há dados sobre o número de pares fabricados. De acordo com o Centro de Importadores do Paraguai, em 2009, a Marseg exportou para o Brasil US$ 195 mil. Na Penalty, são 900 funcionários, que produzem calçados para serem enviados ao Brasil, Chile e Argentina. A empresa não aparece nas estatísticas do Centro.
Pelo sistema maquila, as empresas são isentas de taxas para importar matérias-primas. Toda a produção finalizada no Paraguai deve ser exportada, com exceção de 10%, que pode circular no mercado paraguaio. De imposto é cobrada uma taxa geral de somente 1%.
Segundo o Centro Empresarial Brasil-Paraguai, até o final do ano passado, 49 empresas de vários setores estavam registradas formalmente no Ministério da Indústria do Paraguai dentro do sistema maquila.
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.