Em Assunção, segundo o CIP (Centro de Importadores do Paraguai), existem cinco empresas que trabalham trazendo calçados da China. O CIP não revela números, mas, segundo a Câmara de Calçadistas do Paraguaia, no ano passado 20 milhões de pares chineses desembarcaram no solo vizinho.
O Comércio visitou a sede de quatro das cinco empresas da capital. Todas possuem um forte esquema de segurança, com vigilantes armados e câmeras espalhadas pela parte interna e externa.
Localizada próxima do Centro de Assunção, a CGL Importadora fica em um prédio quase sem identificação. Na calçada, uma guarita com dois seguranças armados recepciona os que se aproximam. O movimento de caminhões e peruas sem qualquer identificação é grande.
Os produtos comercializados pela CGL foram encontrados em seis lojas visitadas pela reportagem e no mercado popular. Apesar disso, a empresa afirma que trabalha apenas com três linhas de produtos chineses. “Não fazemos muitos negócios. Nosso forte é a importação do Brasil. Trabalhamos com três linhas e importamos, em média, 270 mil pares por ano da China”, disse a representante Nathália Lexano.
Segundo ela, a venda de calçados da China dentro do Paraguai vem crescendo em virtude do preço pago. “Temos um preço mínimo de US$ 1,5 e o máximo de US$ 13.” Ela nega que a empresa reexporte sapatos para o Brasil. “Não trabalhando com isso. O que compramos vendemos aqui para lojas paraguaias.”
Na periferia da capital, fica a sede da Kemsa S.A., uma das maiores importadoras de calçados do Paraguai. Lá, o esquema de segurança se repete. A reportagem flagrou caixas de produtos chineses sendo carregadas para pequenos caminhões sem identificação. Ninguém da empresa aceitou falar com o Comércio. O mesmo ocorreu na Sallustro y Cia. e na Optima Importações.
Clique na imagem para ampliar:
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.
