Centenas de índios analfabetos da tribo Wayúu foram enganados por várias décadas por funcionários públicos colombianos. Eles tiveram seus nomes ridicularizados na cédula de identidade. “Ferrari”, “Xixi”, “Marilyn Monroe”, “Cabeção”, “Alka-Seltzer”, “Land Rover”, “Tarzã”, “Coito”, “Telefone”, “Palhaço” e “Gorila” são alguns dos nomes que foram registrados, todos com data de nascimento em 31 de dezembro.
De acordo com o colunista Marcos Guterman, essa história que poderia ser cômica, mas não é, virou um documentário com o sugestivo título “Nascemos em 31 de dezembro”. Para Marcos “trata-se de óbvia violação de um dos mais básicos direitos humanos. O nome da pessoa representa o aspecto imediato da identidade do indivíduo, é o modo pelo qual ele se faz representar ante a sociedade e, por outro lado, é a maneira pela qual esse mesmo indivíduo começa a formar uma ideia sobre si. O nome, em resumo, é o que singulariza a pessoa – é o direito de ser ela mesma. Não é por outra razão que, ao ser privado de liberdade, a primeira coisa que um prisioneiro perde é seu nome, trocado por um número. Sua existência como indivíduo é anulada, ficando à mercê dos algozes”.
Veja um trecho do documentário
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