Trata-se de uma tradição que remota à antiguidade cristã e se popularizou a partir do século VIII. Em 998, S. Odilon fixou, na abadia de Cluny, o dia 2 de novembro como um dia dedicado à solene comemoração dos falecidos, ou seja, daqueles que, como sementes lançadas à terra, nasceram para Deus nas searas eternas.
“Cristo, se quisesse, poderia não ter morrido. Não julgou, porém, dever fugir da morte como coisa inútil nem que nos salvaria melhor, evitando a morte. Com efeito, sua morte é a vida de todos... Não se deve lastimar a morte, que é causa da salvação do povo. Não se deve fugir da morte, que o filho de Deus não rejeitou, e da qual não fugiu”.
S. Marciano
Séc. IV - eremita- “Marciano” deriva de “Marcos”, que significa “Martelo”.
Natural de Ciro, S. Marciano viveu no século IV. Atraído pela vida contemplativa, vendeu tudo o que possuía e construiu uma cela no deserto, onde passava o tempo a ler e a meditar a Sagrada Escritura está envolta em acontecimentos prodigiosos. Embora solitário, sua fama espalhou-se por toda a redondeza; a ele acorriam simples fiéis, princípios e bispos. Pouco antes de morrer, recebeu a visita de alguns bispos que dele desejavam receber conselhos. Como ele permanecesse em silêncio por longo tempo, suplicaram-lhe que dissesse alguma palavra de conforto. Então ele disse a eles que o Deus do universo fala continuamente em nossos corações, mas o homem não o escuta, por isso não colhe os frutos que deveria colher. Morreu por volta do ano 381.
Oração
Do Deus que nos ensina
Deus, nosso Pai, instrui-nos pela vossa Palavra. Somente vós tendes o poder de operar maravilhas e reabilitar nossos corações abatidos e vacilantes. Dai-nos a graça de sermos por vós instruídos, ensinados, abençoados, defendidos e encaminhados à vossa luz. Iluminados por vossa mensagem, possamos discernir nossa missão de manter inabalável esta certeza: os homens de todas as raças e nações hão de querer bem uns aos outros, hão de ter misericórdia e compaixão, hão de ter respeito e estima pela vida. Corrigi-nos com vossa advertência, com vossas lições de amor. De nossos erros e falhas, aprendemos as lições de vida e de verdade. Nos momentos de dificuldades, encorajai-nos com promessas de libertação. Possamos hoje ouvir vossa voz que nos dá alento e nos faz adiantar no serviço da paz e da reconciliação universal: “Naquele dia, as montanhas gotejarão vinho novo, e das colinas escorrerá leite, os ribeiros de Judá conduzirão água. Da casa do Senhor sairá uma fonte e regará o vale das Acácias”.
Os Cinco Minutos dos Santos/J. Alves
São Paulo, Editora Ave-Maria.
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