Quando a casa popular se transforma no lar dos sonhos


| Tempo de leitura: 2 min
ELEVADO - O casal de comerciantes Márcio Taveira e Ana Célia, no segundo piso que ergueram em sua casa para instalar duas suítes
ELEVADO - O casal de comerciantes Márcio Taveira e Ana Célia, no segundo piso que ergueram em sua casa para instalar duas suítes

Dez entre dez famílias sonham com a casa própria. Muitas iniciam a concretização do sonho financiando um imóvel popular e devagar vão transformando a casa até deixá-la com jeitão de “mansão”.

Em geral, são casas com pouco mais de 50 metros quadrados com dois quartos, sala, cozinha e banheiro. O terceiro quarto é o principal objeto de desejo da grande maioria das famílias. Mas tem ainda a garagem, a lavanderia, um portão melhor e até uma área para o tradicional churrasquinho de fim de semana.

“Acredito que em dois anos vamos conseguir deixar nossa casa do jeito que sempre sonhamos”, disse a comerciante Ana Célia Taveira, 43, que mora com o marido e as duas filhas há sete anos em uma casa no Chico Neca de 60 metros quadrados.

Assim como a família de Ana Célia, muitas outras investem para ter a casa dos desejos.

Para dar oportunidade à realização do sonho dos compradores, as construtoras de residências populares passaram a projetar imóveis com espaço para futuras ampliações. É o caso da Dr. Fábio Liporoni. “Em geral, nossas casas são construídas com dois quartos e garagem descoberta. São chamadas casas embrião, ou seja, são projetadas de forma que os moradores possam ampliar e cobrir a garagem”, disse o diretor da construtora, Maurício Toffano. Para isso, diz, o muro recebe reforço para ajudar a segurar o telhado da garagem.

Segundo Toffano, um imóvel com três quartos pode custar até 15% a mais do que um de dois dormitórios, tornando mais altas tanto a entrada quanto as parcelas. Por isso, a estratégia é comprar um dois quartos e economizar para construir o terceiro dormitório. “Se a parcela fica menor que o aluguel pago pela antiga casa, as famílias vão economizando para investir na melhoria do imóvel. Com R$ 7 mil, por exemplo, é possível construir um quarto.”

O gerente da Imobiliária Dr. Fábio Liporoni, Danilo Ferreira, concorda com o colega. “A tendência é mesmo essa, principalmente com as facilidades do programa do governo federal Minha Casa, Minha Vida. Ampliar acaba ficando mais barato. A diferença pode chegar a R$ 20 mil.”

O mesmo acontece nos residenciais projetados pela Casa Fácil Imobiliária. “Os imóveis seguem um modelo em que já é pensado o espaço dentro do terreno para futuras ampliações. A maioria das nossas casas não tem a garagem, mas fica o lugar preparado. Estimo que 90% dos nossos clientes ampliem o imóvel ainda no primeiro ano da aquisição”, disse o corretor Eliezer Manuel da Silva.
 

Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários