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PARAÍSO VERDE - O Parque Ecológico Zumbi dos Palmares ocupa área no Parque São Jorge que, há 4 anos, era uma voçoroca
PARAÍSO VERDE - O Parque Ecológico Zumbi dos Palmares ocupa área no Parque São Jorge que, há 4 anos, era uma voçoroca

Árvores de várias espécies como as flamboyants com suas flores alaranjadas, parquinho infantil de madeira, bancos de concreto, lixeiras, muita grama e o canto dos pássaros que voam de um lado para o outro. Este é o cenário do “paraíso” para a pensionista Maria Lúcia Oliveira de Sousa, que mora em frente ao Parque Ecológico Zumbi dos Palmares, no bairro Parque São Jorge.

Antes da inauguração do parque, há quatro anos, o local era uma voçoroca (grande buraco de erosão com assoreamentos que ultrapassam 30 mil metros quadrados de profundidade) coberta por mato e habitada por animais peçonhentos que não davam sossego aos moradores. Até o final de 2012, moradores de outros quatro bairros —Jardim do Líbano, Parque João Leite, Vila Formosa e Jardim Palma— também deverão ver suas voçorocas transformadas em parques. Essa é a previsão da Secretaria Municipal de Serviços e Meio Ambiente.

Segundo levantamento da Prefeitura, Franca tem hoje 28 voçorocas e áreas degradadas que desde 2005 recebem atenção especial da Secretaria. Dezesseis já estão contidas e com o risco de degradação controlado, sendo que três foram transformadas em parques e áreas de lazer. Além do Zumbi dos Palmares, há o Parque Ecológico Lupércio Taveira (São Luiz/Paulistano) e o Parque Ecológico do Jardim Dermínio (esse demandou investimento de R$ 2,2 milhões). Os 12 locais restantes estão com projetos em execução e em diferentes fases (veja quadro na próxima página).

De acordo com o secretário da pasta, Ismar Tavares, o trabalho é a longo prazo e para acabar com todas as áreas de erosão urbana a Prefeitura precisa investir cerca de R$ 25 milhões nos próximos 13 anos. “Estamos trabalhando nessas áreas para conter e estabilizar a erosão e o assoreamento por meio de terraplanagem, construção de galerias, drenagem, revitalização e urbanismo. O aterro e a transformação de cada voçoroca custam em média R$ 1,5 milhão. Algumas gastam R$ 2 milhões, R$ 3 milhões enquanto outras ficam em R$ 500 mil, R$ 800 mil”, diz Tavares.

“Para transformar essas áreas em parques é preciso que haja bairro circundando para que a população usufrua do espaço. Por isso, em alguns locais sem população fazemos simplesmente a recuperação e o plantio de árvores, e a natureza estabiliza compondo uma mata nativa”, explica.

Segundo Tavares, especificamente em Franca, as voçorocas são formadas devido à qualidade do solo. “Elas surgem de várias formas: erosão natural da terra, que com a chuva vai degradando o local; galerias que podem se romper em determinado ponto ou a água pluvial que é destinada diretamente naquele ponto que vai se assoreando.”

Mesmo com as voçorocas e áreas degradadas no foco da Secretaria, nesta época de chuva os moradores destas regiões comprometidas devem ficar alertas, segundo o secretário. “Não temos poder sobre a natureza. Dentro da normalidade de chuvas, o que fizemos até hoje está estabilizado. É lógico que se vier uma intempérie pode ser que aconteça alguma coisa, mas estamos preparados para fazer a correção necessária imediatamente”, diz.

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