Auto-ajuda, Poesia e Teatro


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Maria Goret Chagas venceu o IV Prêmio Sentidos, na categoria literatura
Maria Goret Chagas venceu o IV Prêmio Sentidos, na categoria literatura

De Franca para o resto do Brasil. A arte reconhecida em forma de gratificações e prêmios em inúmeros concursos tem projetado artistas francanos no cenário nacional nas mais diversas áreas. Somente em outubro, três escritores do município foram premiados em concursos literários em São Paulo, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul. Maria Goret Chagas, Eduardo de Paula Nascimento e Perpétua Amorim. Exemplos de dedicação à arte com talento devidamente reconhecido.

MARIA GORET CHAGAS
Artista plástica e escritora, Maria Goret Chagas foi vencedora na categoria literatura do IV Prêmio Sentidos, concurso voltado para pessoas com deficiência que visa divulgar e reconhecer histórias de superação em prol da inclusão social. A cerimônia de entrega do prêmio aconteceu no último dia 17, no Memorial da América Latina, em São Paulo. Goret venceu o prêmio com o livro Realize tudo o que seu coração deseja, obra autobiográfica lançada em 2008. “‘É um livro de motivação e superação, em que conto como podemos nos transformar através da arte. Além da minha história, as ilustrações do livro são aquarelas pintadas por mim”, conta.

Goret já havia participado de outra edição do Prêmio Sentidos, em 2009, na qual foi finalista na categoria artes. Para ela, ter a oportunidade de participar de concursos que objetivam divulgar a arte é sinônimo de aprendizado. “Eu me emociono sempre. Conhecemos pessoas e histórias muito bonitas, histórias de superação. Eu digo que participar desse concursos não é concorrer. É partilhar”.

Além do Prêmio Sentidos, Goret também é reconhecida pelo trabalho que desenvolve com a pintura. Membro da Associação dos Pintores com a Boca e os Pés, Goret teve 22 de suas obras selecionadas pela Suíça e dez cartões reproduzidos no Brasil, Argentina, Finlândia e Canadá. Ainda este ano, dois quadros em óleo aquarelado da artista plástica serão lançados nacionalmente em forma de cartões de aniversário e Natal.


EDUARDO DE PAULA NASCIMENTO
Um engenheiro agrônomo que descobriu a paixão pela literatura aos 40 anos de idade. Eduardo de Paula Nascimento dedica-se à carreira de escritor desde 2009 - e já coleciona na estante mais de 40 prêmios - o último deles conquistado na semana passada, com o segundo lugar no Concurso Internacional de Literatura da UBE (União Brasileira de Escritores), no Rio de Janeiro. Nascimento foi vencedor na categoria teatro, com o Prêmio Dias Gomes pela peça Loucuras Domésticas. “Cada prêmio é uma emoção diferente. Meu forte não é peça teatral, gosto mais de escrever contos. Vencer um concurso dessa dimensão é realmente muito relevante”, diz. A tragicomédia de Nascimento conta a história de um casal que tem sua vida rotineira balançada após a chegada de um primo.

O escritor diz que o reconhecimento daquilo que gosta de fazer o impulsiona a escrever mais. Além do Prêmio Dias Gomes, Nascimento diz ter-se encantado com o prêmio recebido no Concurso de Literatura Infantil de Ponta Grossa. “Se fazer entender por crianças é muito mais difícil que por adultos e mesmo adolescentes. Esse prêmio para mim foi espetacular, até porque ele vai ser publicado e distribuído nas bibliotecas dos municípios do Paraná. Saber que crianças vão ler um livro que você escreve é impagável”.


PERPÉTUA AMORIM
Como ela mesma costuma dizer, esparramar poesias sem esperar nada em troca é seu objetivo. E foi ‘esparramando’ arte que Perpétua Amorim ficou em primeiro lugar no 7º Concurso Literário Mário Quintana, que teve a cerimônia de premiação no dia 19 de outubro no Rio Grande do Sul. Inscrita na categoria poesia, Perpétua inscreveu um poema inédito de sua autoria, Alma de Diadorim. “Já fiquei feliz por ter ficado entre os dez primeiros finalistas. Não imaginava o primeiro lugar, pois conhecia bem os meus colegas concorrentes, todos fortes”, afirma.

Perpétua sempre participa de concursos literários,e percebe que a literatura é mais aquecida em estados da região Sul e em Minas Gerais. “Há concursos literários muito bons, e eu tenho tido a felicidade de vencer alguns. Acho que sou mais lida e reconhecida nestas duas regiões do que em Franca”, aponta.

Ainda em outubro, Perpétua venceu o VI Varal de Poesia da UNIFAMMA (Faculdade Metropolitana de Maringá/PR) com o poema Patchwork, e ficou em segundo lugar com o poema Fuga no V Concurso Crônica & Literatura: Prêmio Literário Ferreira Gullar, em Uberlândia/MG.

A escritora vê com bons olhos a participação dos francanos nos mais diversos concursos país afora. “Não estou sozinha nessa maratona. Hoje posso afirmar que Franca está sempre presente nas listas dos melhores concursos do Brasil e até de Portugal”.

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