Morreu às 6 horas de ontem, terça-feira, na Unidade de Terapia Intensiva do Hospital Regional de Franca, o advogado Odorico Antônio Silva, conceituado profissional integrante da Comissão de Ética da OAB, Sub-Seção de Franca e das aplicações de Exames de Ordem da categoria. Tinha completado 69 anos no último sábado, dia 22, e sua morte coincidiu com o Dia dos Sapateiros, ontem comemorada, classe à qual dedicou a maior parte de sua vida profissional.
Após sentir-se mal em sua casa na sexta-feira, 21, foi internado no Hospital Regional. Vinha registrando quadro anêmico e sendo submetido a várias baterias de exames, sem diagnóstico preciso. Na segunda-feira, com estado de saúde piorado, foi submetido a uma cirurgia de prospecção, quando constatou-se diverticulite rompida. Não houve mais o que fazer. Odorico foi a óbito na manhã de terça.
Era filho de Jayme Pinheiro Silva e Maria José Marangoni Silva, ambos falecidos, e irmão de Hugo (casado com Dulce), Antônio de Pádua Silva Padinha (casado com Eidel) e Maria Aparecida (casada com Maurício de Paula). Deixa, viúva, Ana Ferreira Silva, com quem teve 3 filhos (Jaime, Juliana e Marcelo).
Formado advogado e especializado em Direito Trabalhista, foi trabalhar, a partir da década de 60, no Sindicato dos Sapateiros tradicional da Rua Padre Anchieta. Integrou-se também ao Sindicato do Comércio Varejista de Franca e à Associação dos Servidores Públicos Municipais de Franca. Não se aposentou. Dizia sempre que é o trabalho que mantém o homem vivo e fazendo diferença.
Foi, sem nenhuma dúvida, um dos mais apaixonados torcedores da Associação Atlética Francana. Ainda muito jovem, vizinho de um ex-ídolo da camisa esmeraldina – Tonho Rosa – tomou gosto pela equipe. Tornaram-se amigos e Tonho o levou para acompanhar muitas partidas do clube. Não jogou – como disse ao Comércio seu irmão Padinha, jornalista e ecologista – mas sabia tudo dos bastidores da equipe, segredado pela grande rede de relacionamentos que construiu na cidade e região.
Escrevia regularmente sobre sua paixão pela Francana e pelo Corínthians e era ao Comércio que mandava seus textos. Havia tempo que não ia ao Lanchão, mas continuava seguindo a equipe. Semana passada, escreveu seu último texto ao Comércio e o teve publicado na página A2 (disponível aqui). Às vezes ácido em seus comentários, conquistou leitores que concordavam com suas ideias e foi contestado por outros, que o cobravam por ter se afastado das arquibancadas. Odorico ria e dizia que “amor por futebol nunca é unanimida-de”.
As pistas de caminhada do campo do Palmeirinhas da Santos Pereira e a sauna do Castelinho estarão, de agora em diante, menos alegres sem as risadas de Odorico e sem seus comentários apaixonados por futebol. “É assim a vida”, disse a filha Juliana, no velório, realizado na sede do OAB de Franca e durante o sepultamento, no Cemitério da Saudade.
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