B. Luís Orione


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Natural de Pontecurone, Itália, era filho de operário e de mãe doméstica e analfabeta. Foi fortemente influenciado por Don Bosco e pela obra de caridade de Cotolengo, tomando para si o lema: “Evangelizar os pobres, os pequenos e os aflitos de todo mal e sofrimento”. Sua atividade missionária, já intensa antes de sua ordenação sacerdotal em 1895, intensificou-se ainda mais: ajudava os jovens, visitava os pobres e enfermos, difundia a imprensa católica... Em 1898 fundou os Eremitas da Divina Providência e, em 1927, as Irmãs Sacramentinas, ambos voltados à contemplação. Durante a Primeira Guerra Mundial, além das Irmãs Missionárias da Caridade, fundou também o primeiro “Pequeno Cotolengo”, para assistência e recuperação de deficientes físicos e psíquicos, iniciativa que logo se espalharia pelo mundo inteiro, inclusive no Brasil. Atento aos sinais dos tempos, às necessidades emergentes da sociedade e à missão da Igreja num mundo em transformação, percorreu numerosos países organizando colônias agrícolas, casas de caridade, escolas, orfanatos, centros de acolhimento de idosos, institutos de formação profissional. Chamava a si mesmo de “Peregrino da Divina Providência” e sentia-se “como autêntico asno de Deus”. Foi beatificado por João Paulo II em 1980.

Oração
Da busca da paz

Deus, nosso Pai, dai-nos a força necessária de sempre agir buscando a ternura e a misericórdia. Jesus disse: “Sou manso e humilde de coração”, afastemos, pois, para longe de nós a prepotência, o autoritarismo, a tirania; e busquemos antes e acima de tudo a mansidão e a humildade de coração. O que fere, machuca, magoa e causa divisão entre as pessoas seja transformado em carinho, docilidade e acolhimento. Toda violência, velada ou manifesta, seja desarmada. Pacificada seja toda ira e todo sentimento de vingança. Estancado e exorcizado seja todo o ódio que aflora em desafetos e destemperos. Jesus disse: “Eu sou a videira e vós, os ramos...” bebamos da seiva da Vida que se faz dom na abundância de salutares frutos de verdade e retidão. À luz das palavras daquele que disse: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida...” afastai de nós o cansaço das coisas doentes, amarradas, amaldiçoadas. Da rigidez dos mortos, curai-nos, sarai-nos e nos libertai. Nossa aridez humana, fecundai. Jesus disse: “Eu sou a Água viva...” dai-nos a sede que vem das coisas do alto. E assim possamos nos assemelhar àquele que disse “Quero misericórdia e compaixão! Quero a paz dos corações...” Felizes os fazedores de paz, porque deles é o reino de Deus.

Os Cinco Minutos dos Santos/J. Alves.
São Paulo: Editora Ave-Maria, 2002.

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