Verão coloca à prova obras contra enchentes no valor de R$ 34 mi


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Prevenção - Imagem de arquivo mostra obras antienchentes nos córregos dos Bagres e Cubatão
Prevenção - Imagem de arquivo mostra obras antienchentes nos córregos dos Bagres e Cubatão

O deslizamento de terra que aconteceu na Rodovia Cândido Portinari, segunda-feira, deixou a população preocupada com a possibilidade de acontecerem acidentes naturais na cidade. O próximo verão será o primeiro após a conclusão de um pacote milionário de obras realizado pela Prefeitura e testará a eficácia das ações de prevenção deflagradas pelo município. Foram investidos R$ 34 milhões para tentar evitar enchentes, desabamentos de casas e deslizamento de terra no período de chuvas, que ocorre com maior intensidade entre novembro e março.

O Programa de Combate às Enchentes custou R$ 16 milhões. Os recursos foram investidos na canalização de córregos e construção de lagoa de contenção do Jardim Santana. A obra mais complexa foi o alargamento e aprofundamento do leito dos córregos Cubatão e Bagres no entorno do Galo Branco, local em que os alagamentos eram frequentes. O serviço foi entregue em novembro passado. “Aqui não vai haver mais enchentes nos próximos 50, 100 anos. Quem viver, será testemunha”, afirmou o prefeito Sidnei Rocha (PSDB) na inauguração.

O município investiu outros R$ 10 milhões na contenção e eliminação de 34 voçorocas. Algumas foram transformadas em áreas de lazer ou parques ecológicos. “Outra importante ação foi o combate às áreas de risco na região do Jardim Dermínio. Desapropriamos 31 casas e pagamos. Era uma região muito problemática. Em todos os verões, tínhamos uma equipe permanente lá. Fizemos um trabalho de drenagem e transformamos a área em um parque ecológico”, disse a secretária municipal de Urbanismo, Valéria Marson. O serviço custou R$ 3 milhões.

A Prefeitura também aplicou R$ 5 milhões na construção de galerias e terminais dissipadores em todas as regiões da cidade para melhorar o escoamento de água para reduzir os problemas causados pelas chuvas, como desabamento e deslizamento.

O resultado, segundo os bombeiros, é que dos seis pontos de alagamento existentes na cidade, somente o próximo ao Hemocentro na Avenida Hélio Palermo causou inundação no começo do ano. A secretária Valéria Marson disse que as áreas de risco estão controladas, mas que não é possível afirmar que a cidade está livre dos desastres provocados pela chuva. “Não posso falar que não teremos acidente. É o primeiro ano que entraremos na estação das chuvas preparados. Com as medidas de prevenção que adotamos, acredito que as chances de ocorrerem situações adversas são menores.”

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