Começo esta observação a partir de uma nota que li na coluna da amiga Lúcia Helena sobre o comportamento atual das mulheres, especialmente no trânsito. Como ela é mulher e fez o comentário, animei-me a dar minha opinião, concordando e até acrescentando alguma coisa. Lembro-me que antigamente, quando poucas mulheres dirigiam e trabalhavam fora — e quando o faziam, era como professora —, coincidia também de elas serem mais românticas e femininas (e não tanto feministas). Nada contra as mulheres galgarem postos que antes eram dominados pelos homens, chegando até a presidência da República. Isso é um direito e a opção de cada uma, devendo ser respeitado e aplaudido. O que não deve é passar a ter uma postura rude e às vezes agressiva, que não fica bem nem para o homem e muito menos para a mulher. Antes, elas buscavam impedir, por exemplo, que o marido ou o namorado entrasse numa briga e agora elas fazem questão de botar fogo no estopim. Felizmente não são todas, mas podemos ver um bom número delas perdendo a classe no trânsito, buzinando com insistência e fazendo até gestos obscenos. Já vi isso e vocês também. Formam filas duplas na porta da escola e se um policial as advertir, elas retrucam até com palavrões. Como era bonito o homem abrir a porta do carro para a mulher, tirá-la para dançar, protegê-la e senti-la junto de si, no maior romantismo. As mulheres não deviam perder a delicadeza e a sensibilidade. Deviam ser um freio para o companheiro e não um incentivo à agressividade. Vale a pena fazer uma reflexão sobre isso.
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