Morena, de olhos verdes, Camila Cristina Cintra afirma que a simples foto no currículo já lhe abriu portas. “Quando sou chamada para as entrevistas, os profissionais comentam: ‘Você realmente é muito bonita’. É nessa hora que tento mostrar que não sou só um rostinho bonito e que tenho conteúdo e faço o perfil da empresa”, disse.
Ela, que já atuou como modelo e também como recepcionista, diz que, durante uma entrevista, o profissional de recrutamento lhe pediu uma foto para incluir nos documentos. “Ele disse que a foto ia ajudar muito.”
Hoje, ela trabalha numa empresa de telefonia celular, no centro de Franca, e aguarda a inauguração da nova loja da empresa para ser promovida. “Eu já tinha trabalhado aqui durante um ano e meio e demonstrei competência. Há quatro meses, o dono me convidou para voltar e aceitei. Acredito que não adianta ser só bonita. Tenho muita experiência, busco sempre crescer e dou o melhor de mim na empresa para não acharem que tenho que ficar apenas de mostruário na recepção.”
Seu colega de trabalho, Lucas Donadelli, 25, já foi atleta e também fez alguns trabalhos como modelo. “Acredito que a beleza e o carisma influenciam na hora de conquistar um emprego. Atendo um público bem variado, de várias classes [sociais] e sinto que as pessoas se sentem mais próximas de mim.”
Contratado há apenas oito meses, Lucas conseguiu uma promoção recentemente: saiu do atendimento aos clientes na loja e está sendo treinado para ser consultor de planos corporativos.“Vou oferecer nossos produtos a grandes empresas e sei que minha aparência foi fundamental para a promoção. Meu patrão até brincou comigo hoje que era para eu me vestir sempre assim (ele estava de camisa e calça social para “sair bem” na fotografia do Comércio)”.
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