Coordenadora de Recurso Humano diz que avalia conjunto


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Rosângela Baldini Silva, coordenadora de RH da Agiliza Agência de Empregos Temporários, de Franca, afirma que a beleza não é o requisito número um, mas o conjunto em harmonia é avaliado na hora da contratação. “A simpatia da pessoa é extremamente importante. Bom astral e energia também contam, a postura e o cuidado com a aparência e apresentação pessoal, incluindo nessa questão a higiene. A beleza pode ter várias conotações”, disse ela, que atende em média 50 pessoas por dia.

Para a coordenadora, só por ser bonita uma pessoa não garante uma oportunidade de emprego. “Às vezes a gente pega uma pessoa bonita, mas que tem dificuldade de expressão, não tem energia ao falar, não tem uma postura adequada ou não é simpática. Como ela vai lidar com o público, ser recepcionista ou representar a empresa?”

As características citadas pela profissional estão agregadas ao chamado “capital erótico”, conceito criado pela socióloga inglesa Catherine Hakim, professora da London School of Economics. Ela acredita que há outras qualidades que tornam uma pessoa bonita: sensualidade (como a pessoa se move, fala e se comporta), habilidades sociais (charme, graça e capacidade de interagir e se fazer gostar), vivacidade (boa forma física, energia e humor), apresentação (modo de vestir, maquiagem, corte de cabelo, perfume, joias e acessórios) e sexualidade (percebido somente na intimidade, reúne competência na cama, energia e imaginação).

Roseline Marques, sócia-proprietária da RHDP - Consultoria de Recursos Humanos, também não admite que a beleza agrega valor ao currículo e reforça a tese do “capital erótico”. “As empresas solicitam pessoas de boa aparência e que se cuidam para ocupar funções administrativas. O candidato pode ser feio e ter boa aparência.”

Ela admite, no entanto, que a beleza pode ajudar. “É um complemento, mas os cuidados de higiene e comportamento contam mais.”

Com experiência de 40 anos na área de Recursos Humanos, o sócio-proprietário da Porto Seguro Agência de Empregos Temporários, Jorge Fortunato Elias atende mais de 50 pessoas por dia e diz que beleza não é fundamental. “A minha preocupação é a experiência e a capacidade profissional da pessoa, o aspecto escolar, a educação”, diz. Segundo ele, algumas empresas pedem pessoas de boa aparência, mas isso não significa que precisem ser bonitas.
 

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