Novo mundo


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Um dos acontecimentos humanos – e venturosos – mais importantes verificados num mês de outubro é, sem dúvida, a descoberta da América. Como se sabe, Cristovão Colombo, um navegador genovês, estava convencido da esfericidade da Terra e, por isso, sabia ser possível encontrar um novo caminho para as Índias navegando para o ocidente.

Qualquer caminho pelo oriente não se recomendava, à época, visto que, noticiava-se que, por ali, havia frequentes assaltos de piratas ambiciosos. E a península ibérica estava dominada pelos mouros, o que impossibilitava, ainda mais, o comércio de especiarias.

Assim, Colombo foi buscar apoio nas cortes reais da Europa, mas delas não recebeu qualquer incentivo para a tão almejada viagem.

Depois de muito conversar, os reis Fernando e Isabel, da Espanha, resolveram fornecer-lhe alguns recursos para que fosse montada e movimentada a ansiada expedição por caminhos do Ocidente.

Inúmeros foram os percalços da jornada. Tripulação que não acreditava no êxito da empreitada, falta de víveres suficientes para o cometimento, doenças que acometiam os tripulantes, enfim, toda sorte de dificuldade teve que enfrentar o indômito navegador para atingir seu objetivo.

Finalmente, no dia 12 de outubro de 1492, Colombo atracava seu equipamento na América Central, acreditando haver chegado às Índias.

Ocorria, portanto, um equívoco, mas dele adveio a denominação ‘índios’, aos habitantes da região descoberta. Tomou pose das terras em nome da corte real da Espanha, e retornou à Europa para dar continuidade aos seus ousados planos.

Evidentemente que não lhe faltou inspiração divina, tanto no planejamento da viagem como no rumo a seguir. Interessava à Vida Maior que novas terras fossem descobertas de forma a possibilitar solução para o confinamento dos povos europeus, sequiosos de novas oportunidades de trabalho.

Também atendia ao planejamento divino a criação de outros núcleos populacionais na extensão terrestre, a fim de que novas oportunidades reencarnatórias fossem oferecidas a milhões de espíritos que, nas imediações do orbe, aguardavam renovadas chances redentoras.

Havia, ainda, a necessidade de se estimular a navegação, mesmo que competitiva, posto que, na espiritualidade, Jesus e seus prepostos aguardavam o descobrimento das terras brasileiras, para a efetivação dos planos estabelecidos para o País do Cruzeiro.

Era necessário implantar-se o ‘Brasil Coração do Mundo, Pátria do Evangelho’.

É-nos, por tudo isso, fácil perceber a coordenação de um superior encadeamento que, quase sempre, não conseguimos entender na sua inteireza, mas, que, no Mundo Maior, está sendo cumprido segundo a Divina Vontade.

Felipe Salomão
Bacharel em Ciências Sociais e diretor do Instituto de Divulgação Espírita de Franca

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