S. Irene ou Iria


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“Irene” quer dizer “aquela que é de paz”, que trabalha pela paz, que é “pacífica”

Irene ou Iria é venerada na Espanha e especialmente em Portugal. Viveu por volta de 550, em um mosteiro português. Segundo a tradição, era uma jovem de singular beleza por quem um jovem, chamado Britaldo, se apaixonou. Como Irene já houvesse optado pela vida consagrada, sua decisão foi respeitada. Perante esse amor impossível, o jovem apaixonado entrou em depressão e deixou-se prostrar no leito. Comovida, Irene foi visitá-lo, confortando-o com a promessa de jamais se casar com outro. Aconteceu que S. Irene tinha como conselheiro espiritual um monge chamado Remígio que, vencido por sua beleza, quis seduzi-la. Como Irene resistisse às insinuações, um dia o monge administrou-lhe uma bebida misteriosa que fê-la tomar o aspecto de gestante. Crendo-se traído, Britaldo mandou matá-la. Seu corpo foi lançado nas águas do rio Nabão. Célio, seu irmão, que era abade, descobriu, porém, a verdade. Todos se puseram a procurá-la pelas águas dos rios Nabão, Zêzere e Tejo. Seu cadáver foi encontrado nas águas do Tejo, junto à cidade de Scálabis, que passou a chamar-se Santarém, em memória de S. Irene
 

Oração
Do Deus consolador

Deus, nosso Pai, habitais nossos corações e nos instruís no íntimo de nossas consciências, plenificando-nos de alegria e esperança. No tempo da adversidade, consolai-nos e dai-nos forças e alento para continuar a luta. No tempo da dor e da provação, enxugai nossas lágrimas de agonias e devolvei-nos a serenidade. No tempo de alegria e felicidade, recolhei nossos risos de bem com a vida. No tempo do desânimo, fazei despontar uma nova era para nossos dias. No tempo da dúvida, esclarecei o que nossos raciocínios obscurecem e concedei-nos a real visão das coisas. No tempo do erro, aplainai o que nossas mãos aviltam e abaixai nosso orgulho para nos corrigir. No tempo adverso, restitui-nos a normalidade e a simplicidade de coração. No tempo do medo, fazei calar em nós o que não consiste. No tempo da dificuldade, instigai nossas mentes, desafiai nossa precária inteligência e pretenso bom senso... Falais, quando tudo se cala, e calais, para que nossos clamores subam até vossos anjos.

Os Cinco Minutos dos Santos/J. Alves.
São Paulo: Editora Ave-Maria, 2002.

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