Obras na Rodovia Cândido Portinari só vão terminar em 2012


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ALTERNATIVA  - Funcionários da Autovias trabalham na limpeza da pista. Interdição ocorre desde a manhã de segunda-feira
ALTERNATIVA - Funcionários da Autovias trabalham na limpeza da pista. Interdição ocorre desde a manhã de segunda-feira

A liberação do trecho interditado por conta do deslizamento ocorrido no km 389 da Rodovia Cândido Portinari deve ocorrer somente daqui três meses, segundo estimativa da Autovias - concessionária que administra a rodovia. A interdição no sentido norte da pista (Ribeirão Preto-Franca) será mantida para a realização de obras de segurança. O objetivo é evitar novos acidentes como o da última segunda-feira, quando um carro foi atingido pelo desmoronamento da encosta, deixando um motorista ferido.

Funcionários da concessionária trabalharam ontem o dia inteiro para concluir a limpeza da pista em ambos os sentidos. Segundo a empresa, a pista sul (Franca-Ribeirão Preto) deverá ser liberada até o final da tarde de hoje, alterando a rodovia para mão dupla em pista simples. A extensão total do trecho a ser convertido ainda não foi determinada.

No local, o muro que separa as pistas norte e sul está sendo derrubado, a pavimentação será reformada e dispositivos de segurança e sinalização noturna devem ser instalados. A adaptação facilitará o trajeto dos motoristas que precisam chegar à Franca e, após o deslizamento, passaram a utilizar o desvio de Restinga, percorrendo 12 quilômetros a mais.

A preocupação dos técnicos das áreas de Engenharia e Operações da Autovias quanto ao trecho modificado é garantir que os motoristas tenham tempo suficiente de reduzir de maneira gradual a velocidade padrão de 110km/h para os 40km/h. A medida é explicada pela concessionária como uma forma de garantir a segurança dos veículos quase sete mil veículos que trafegam diariamente por ali.

O ACIDENTE
Peritos da Autovias estão verificando quais procedimentos serão adotados para evitar novos deslizamentos na Cândido Portinari. Apesar da previsão de três meses para a conclusão da obra, a empresa afirma que o mau tempo na região pode atrasar a liberação da pista.

De acordo com a concessionária, não há mina de água no local onde aconteceu o acidente. O ocorrido foi justificado pelo excesso de chuva durante o fim de semana e nas primeiras horas de segunda-feira. A água se infiltrou e encharcou demasiadamente o talude, causando o deslizamento.
 

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