A Francana, de novo


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O futebol é composto de fatos estranhos e aí incluímos a adivinhação, como foi no episódio ocorrido na última partida a que compareci (Francana 1 x Batatais 1, no Lanchão), sentado ao lado de um dos ‘capo’ do Comércio da Franca, Luiz Neto, com ‘z’). Ouvi dele um comentário sobre determinado jogador que não estava jogando, mas, estava no banco de reservas, listado como lateral esquerdo, ‘prata da casa’, e que na verdade era um craque em qualquer posição e que deveria estar jogando, o que não acontecia por teimosia do treinador.

Muito bem, ouvi e não dei maior atenção, até porque a partida em destaque estava tão ruim que não via a hora de ouvir o apito final e ir para casa. Na verdade, ele se referia ao atleta cognominado de ‘Juan’ ou outro nome mais complicado como é moda hoje em dia. E não é que o jovem, quando chamado a atuar em face da ausência forçada dos titulares em outra importante partida, ‘acabou com o jogo’, como se diz na gíria; fez um golaço que entusiasmou não só o time como também os torcedores que lá se encontravam, menos eu, descrente que estava com o time e não fui ver. Quem me conhece sabe que continuo com um pé atrás, desconfiado de melhora repentina, que pode ser aquela do doente que sai da UTI e vai para o quarto morrer.

Mas, no futebol as coisas acontecem assim mesmo. De onde não se espera é que sai o tiro, e o time aí está jogando bem, nos parecendo que o técnico ‘desemburrou’ e encontrou a melhor forma de escalar o moço que o Luiz Neto pedia, mesmo que o tenha feito forçado pela situação disciplinar e física do elenco.

Eu? Bem, embora continue naquela de vou ou não vou ao próximo jogo – tenho que admitir que essa Francana de agora “até que me convida a ir”. Foram várias partidas boas: 4 x 0 no Linense, com dois de Jhuan (é esse o nome dele, agora alçado à condição de titular do time; Luiz Neto estava certo); empate com o São Bernardo fora e com o Palmeiras ‘B’ em casa.

Resta-me saber se vão praticar o bom horário das 10 horas dos domingos e, claro, liberarem a cerveja para acompanhar o churrasquinho que ainda não proibiram e que causa inveja a muitos cozinheiros e cozinheiras por ai. Se sim, até volto a integrar a torcida que se senta sempre no mesmo lugar, chamada de “faça chuva ou faça sol”.

Brincadeiras à parte, penso que ando a me convencer. É hora da torcida voltar a prestigiar o time e sua diretoria, que não anda poupando esforços para reorganizar o clube. Quanto ao técnico, precisa decidir melhor. Jhuan estava no banco e tem resolvido partidas. Substituir bem, segundo me parece, é o problema dele. Com isso ou sem isso, porém, sem a ajuda do torcedor, nada será possível. Enfim, como diz o ‘velho’ Jovassi, ‘Vai Francana, que a tua fé te carrega’.

Odorico Antônio Silva
Advogado

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