No Dia do Médico conheça os principais desafios da profissão


| Tempo de leitura: 3 min
PARABÉNS - Hoje é Dia do Médico. Em Franca, 683 profissionais têm motivos para comemorar?
PARABÉNS - Hoje é Dia do Médico. Em Franca, 683 profissionais têm motivos para comemorar?

Quem nunca sonhou ser médico? As crianças querem se tornar um quando crescerem, as solteiras sonham com um para casarem, adolescentes abdicam de uma vida social para se dedicarem de corpo e alma aos estudos, almejando uma das disputadíssimas vagas nas universidades de medicina. Depois são mais seis anos, no mínimo, dentro da faculdade, com a cara nos livros de anatomia, analisando cadáveres, passando noites a fio tentando decorar nomes de doenças... Pois é, o caminho para se tornar um “doutor” não é nada fácil. E cá entre nós, são eles que buscamos quando alguma coisa está errada e neles que confiamos nossas vidas. Hoje, 18 de outubro, é o Dia do Médico. O Se Liga aproveitou a data para saber como é lidar com a responsabilidade, por exemplo, de ter a vida de uma pessoa nas mãos.

O universo médico é grande. O Cremesp (Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo) contabiliza 683 médicos atuando em Franca. É como se fosse um profissional para cada 468 moradores. A média é boa, já que a OMS (Organização Mundial da Saúde), recomenda um médico para cada mil habitantes.

O oftalmologista Daniel Barcellos Jardim, 34, faz parte das estatísticas. Ele vem de uma família dedicada à arte de cuidar da saúde de outras pessoas. “Acredito que, depois de formado, a maior dificuldade seja na hora de achar um lugar para trabalhar. Quanto à pressão de atender um paciente pela primeira vez, pelo menos no meu caso foi muito tranquilo. Sempre tive pessoas que ajudaram e nunca tive medo de perguntar quando estava com alguma dúvida, aliás, acho que isso é fundamental para quem está estudando medicina.”

Os salários iniciais vão de R$ 3 mil até R$ 10 mil, dependendo do local. Na rede pública de saúde de Franca, há casos de especialistas que têm rendimentos de R$ 25 mil/mês. “Na maioria dos casos, o trabalho inicial de um recém-formado é como plantonista, que atende vários pacientes com inúmeros problemas diferentes”, disse Daniel.

Rogério Dutra Bandos se formou pela USP de Ribeirão Preto, em 1994. O otorrinolaringologista atua em Franca há 13 anos e relata como se sentiu quando, no quarto ano de faculdade, atendeu seu primeiro paciente. “Eu estava bastante tranquilo. Já havia me preparado durante um bom tempo e a universidade estava ao meu lado”, comentou Rogério que manda algumas dicas para os jovens que acabaram de vestir o jaleco branco ou pensam em seguir a profissão. “Estudar muito e estudar sempre, pois a medicina está em constante mutação. Ter paciência e trabalhar duro.”

Apesar de importante, o conselheiro Regional do Cremesp, o médico Lavínio Nilton Camarim afirma que a profissão vem sofrendo “um certo grau de desrespeito e uma grande desvalorização”. As razões para isto são “as péssimas condições e falta de estrutura e segurança de muitas de nossas Unidades de Saúde por todo o País; as condições de trabalho e super lotações dos prontos-socorros; a falta de um Plano de Carreira para a profissão médica, que este sim seria capaz de fixar profissionais nas diversas regiões afastadas deste País”.

Apesar dos pesares, ele acredita que os médicos têm muito a comemorar nesta data. “Não tenho dúvidas, temos muito a festejar, o respeito ímpar e o compromisso que temos com a vida de todos. Parabéns colegas!”

Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários