Depois dos calçados e das confecções, o setor da alimentação é a bola da vez em Franca. O segmento está em plena expansão e vive um boom. São cerca de 120 indústrias que empregam diretamente pelo menos 1,1 mil pessoas. Em um ano, o segmento ampliou o quadro de funcionários em média 10% ao realizar 119 contratações efetivas. A abertura de novos postos de trabalho é um indicador do crescimento e ampliação da produção. Os maiores compradores estão nas cidades da região, mas até no Oriente Médio tem gente experimentando os alimentos made in Franca.
Tão forte quanto o segmento é sua diversificação. A excelência do café, dos chocolates e dos doces é reconhecida há tempos. Mas o cardápio não se resume a essas opções. Franca também produz com qualidade massas, temperos, linguiça, mel, leite, derivados de milho, pratos prontos, refrigerantes e barras de cereais.
Sediada no Distrito Industrial, a massas Daiana é um exemplo da força da indústria de alimentação francana. Há 23 anos no mercado, a empresa emprega 140 funcionários, sendo 110 ligados diretamente à produção. Só de pão francês congelado são 210 mil unidades/dia. Em breve, serão 400 mil/dia o que daria, em média, mais de um pãozinho para cada morador de Franca. Dos fornos da Daiana também saem diariamente 22 mil pães de queijo e 5 mil pizzas.
Os produtos são comercializados em cerca de 50 cidades. Há consumidores dos alimentos francanos até no Tocantins.
“O setor de alimentação está sempre em crescimento, mas a expansão mais forte foi sentida nos últimos três anos. Nosso espaço está ficando pequeno e deveremos abrir nova unidade para dar conta da demanda”, disse Reginaldo Valle, encarregado de produção.
Localizada no polo industrial São Bernardo, região do Distrito, a Flormel emprega 60 pessoas. A empresa, que completará 25 anos em janeiro, iniciou suas atividades produzindo balas de mel e pé de moleque. Há dois anos, passou a focar no mercado de alimentos saudáveis e intensificou o lançamentos de produtos sem adição de açúcar e linha de barras de doces diet. Hoje, são 78 itens que são vendidos, inclusive, para o mercado externo. As exportações começaram pela Venezuela e chegaram a Arábia Saudita.
“Estamos iniciando negócios com Cuba e Estados Unidos. No mercado interno, a tendência é que nossa participação aumente nos pólos, como Rio de Janeiro, São Paulo e Belo Horizonte. O setor de alimentos é forte e supera as crises. Nossa previsão de crescimento para este ano é de 40%”, disse Alexandra de Freitas Casoni, gerente de pesquisas e desenvolvimento.
A Real Carnes é uma empresa familiar sediada no Jardim Santa Maria e que produz 1,5 mil quilos de linguiça por dia. São 15 tipos diferentes. Para dar conta da demanda, a firma de 16 anos emprega 25 funcionários. A produção é comercializada para mercearias e supermercados de aproximadamente 30 cidades vizinhas, segundo o proprietário, Erotildes Ramos de Queiroz.
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